Congonhas volta a receber grandes jatos; estreia foi com o A319 da FAB

A pista principal do Aeroporto de Congonhas voltou a receber pousos e decolagens de jatos de maior porte e mais pesados no sábado, 5 de setembro, após a conclusão das obras do central terminal paulistano.

O voo inaugural da pista reformada foi realizado pelo Airbus A319 ACJ da Força Aérea Brasilera, de registro FAB2101, na manhã de ontem (5), quando estiveram presentes no evento de reabertura o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e outras autoridades.

O primeiro voo regular de passageiros foi realizado pela Latam Brasil, com o voo LA3009, que chegou por volta das 10h da manhã do domingo (6).

Durante o período que a pista principal esteve em obras, Congonhas seguiu recebendo pousos e decolagens na pista auxiliar com aeronaves como o ATR-72 e Caravan, conforme condições estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em conjunto com o aeroporto, empresas aéreas e Decea.

Além disso, aeronaves de porte maior, como Boeing 737 e Airbus 320, puderam ter em Congonhas um estacionamento, já que a pista auxiliar pôde receber voos de traslado (sem passageiros), o que permitiu que a adequação das malhas das empresas fosse feita sem maiores interferências.

Fim das obras

Com a reforma do pavimento, a pista conta com mais capacidade de drenagem (rápido escoamento da água de chuva) e maior aderência para os pneus das aeronaves. Durante o período de trabalho, foram feitas a fresagem do revestimento asfáltico antigo, a execução de camada estrutural de concreto asfáltico com grooving na região das cabeceiras; e aplicação de camada superficial porosa de atrito, bem como a sinalização horizontal. Ao todo, R$ 11,5 milhões foram investidos na nova pista.

FAB2101 – Foto de Spotting973 via Wikimedia Commons

Todas essas atividades exigiram um trabalho coordenado, que contou com duas usinas de asfalto para atender a obra, sendo 4,4 mil m³ de CBUQ e 1,8 mil m³ de CPA. Esses materiais foram manejados por 120 caminhões, quatro vibro acabadoras (equipamento de pavimentação); três fresadoras de asfalto, um equipamento de grooving e 30 torres de iluminação, que permitiram que os 180 profissionais trabalhassem em três turnos, executando a obra, dentro do cronograma, nos 1.940 metros de comprimento da pista.

A decisão de manter as obras entre os meses de agosto e setembro também levou em consideração a baixa incidência de chuvas na capital paulista durante o período dos trabalhos. “A Infraero usou sua expertise nesse tipo de obra e, com o trabalho alinhado e coordenado, concluiu a reforma com tranquilidade, assim como na reforma da pista do Santos Dumont no ano passado”, afirma o superintendente de Engenharia da Infraero, Giuliano Capucho.

Informações da INFRAERO

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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