Lufthansa recusa empréstimo de $9 bi por achar condições inaceitáveis

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A empresa alemã recebeu aprovação do Governo da Alemanha, na última segunda feira (25), para receber um pacote de ajuda financeira no valor de 9 bilhões de euros (US $ 9,8 bilhões), mas para ter acesso ao socorro financeiro precisaria atender a certas condições da União Europeia (UE). E a empresa aérea não gostou nada disso.

Na segunda-feira, a Lufthansa foi comunicada pelo Fundo de Estabilização Econômica (FEE) do Governo da Alemanha, sobre a aprovação do pacote de socorro financeiro que prevê medidas de estabilização e concessão de empréstimos de até 9 bilhões de euros à aérea alemã.

Como foi desenhado o pacote

O Fundo de Estabilização Econômica teria, então, participações de até 5,7 bilhões de euros no total dos ativos da Lufthansa. Desse montante, aproximadamente 4,7 bilhões de euros são classificados como patrimônio líquido. A remuneração por essas participações seria de 4% para os anos 2020 e 2021, subindo nos anos seguintes até atingir 9,5% em 2027.

Além disso, o FEE (Governo Alemão) através da subscrição de ações, com o aumento no capital da companhia, terá uma participação de 20% na empresa, podendo chegar futuramente a 25%.

O acordo parecia bom foi bem recebido pelo mercado, embora estivesse sujeito à aprovação regulatória da União Europeia e à aprovação do Conselho da Lufthansa.

A contrapartida amarga

No entanto, a Comissão Regulatória da UE informou que a Lufthansa precisaria entregar mais de 20 vagas em slots em Frankfurt e Munique para obter aprovação para o acordo de resgate.

A exigência da UE pareceu inaceitável para o Conselho de Supervisão da Lufthansa, que não aprovou o pacote de resgate do Governo da Alemanha devido a condições impostas pela UE, gerando tensão.

Em nota no site da Empresa, o Conselho Supervisor da Lufthansa adiou a convocação de uma Assembléia Geral destinada a aprovar a oferta de resgate, notando que as condições atualmente indicadas pela Comissão da UE levariam ao enfraquecimento dos hubs principais da Lufthansa em Frankfurt e Munique.

“O impacto econômico resultante sobre a empresa e o pagamento planejado das medidas de estabilização, bem como possíveis cenários alternativos, devem ser analisados ​intensivamente”, comenta a empresa na nota. “Neste contexto, o Conselho de Supervisão não conseguiu aprovar o pacote de estabilização em conexão com as condições da UE. No entanto, o Conselho Fiscal continua a considerar as medidas de estabilização do FEE como a única alternativa viável para manter a solvência”.

Como está claro que precisa do aporte do Governo Alemão, a companhia deve continuar negociando com a Comissão da EU e com o Governo da Alemanha a fim de alcançar uma solução para o impasse.

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Rodnei Diniz
Engenheiro aeronáutico e mecânico, atuante em gestão de manutenção aeronáutica, aviação geral, executiva e comercial. Atento aos detalhes, gosta de ler e escrever sobre a história da aviação.

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