Com corte da Aeroflot, Boeing só tem encomendas até 2023 para o 787 Dreamliner

A aérea russa Aeroflot desistiu oficialmente de comprar o Boeing 787 Dreamliner, causando mais uma perda de um grande cliente para a fabricante norte-americana.

787 Aeroflot
Concepção no Flight Simulator do Boeing 787-10 da Aeroflot

O pedido original feito em 2007 era de 22 jatos Dreamliner, sendo 18 do modelo menor 787-8 e quatro do mediano 787-9.

A notícia vem em um momento em que a Boeing procura aumentar o número de encomendas do Dreamliner para manter a taxa de produção de 14 jatos ao mês.

Outro ponto importante em manter mais 787 sendo vendidos é para ajudar no caixa da empresa, que gasta muito com a paralisação do 737 MAX.

Até setembro a empresa teve um total de 1.450 Dreamliners encomendados, sendo que 894 deles já foram entregues. A produção dos 556 restantes está dividida igualmente entre as plantas de Everett, em Washington, e Charleston, na Carolina do Sul.

Com a taxa atual de produção, as entregas seriam finalizadas em três anos e meio, aproximadamente no meio de 2023. Em 2020 a Boeing pretende conseguir mais encomendas do jato para não precisar reduzir a sua taxa de produção em 2021 ou 2022.

O pedido da Aeroflot estava avaliado em $5,5 bilhões de dólares em preço de tabela, porém o valor real com descontos é algo em torno de $2,7 bi.

Com a desistência, a frota de longo curso da Aeroflot será futuramente composta apenas pelo Airbus A350 e Boeing 777-300ER.

Por Dominic Gates do Seattle Times.

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é Piloto Comercial, Despachante, Bacharel em Ciências Aeronáuticas, membro da AOPA e veterano da Western Michigan University #GoBroncos