Covid-19 clama mais uma vítima com menos de 30 anos: a Miami Air

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Foto de Cory W. Watts from Madison, WI via Wikimedia Commons

Como o próprio nome antecipa, a companhia aérea sediada em Miami está encerrando suas operações nesta semana após 29 anos de operações. Fundada em 1991 e empregando atualmente 350 pessoas, a Miami Air sempre teve uma vocação para voos fretados.

De acordo com o sindicato dos comissários de bordo, a empresa será liquidada já na quarta-feira (13) devido ao impacto do covid-19 nos negócios. Todos os funcionários serão demitidos imediatamente e perderão a assistência médica no final de maio, porque o Governo não concedeu à empresa uma parte do programa de apoio à Folha de Pagamento, que havia sido anunciado pelo Departamento do Tesouro em 10 de abril.

A empresa questiona o governo sobre a decisão, já que, do pacote total de US$ 25 bilhões destinados á aviação, a Miami Air havia pedido “apenas” US$ 10 milhões. Segundo a empresa, o governo americano está lhe abandonando após décadas de serviços prestados, inclusive para as forças armadas.

A Miami Air entrou oficialmente em falência em 24 de março, devido inteiramente à perda de demanda de passageiros, no mesmo dia em que o Senado finalizou a Lei CARES. A lei fornece assistência financeira às companhias aéreas para manter os trabalhadores da aviaçãorecebendo seus salários até setembro e conectados aos seguros-saúde.

O site da empresa aérea ainda continua no ar, mas seus aviões não devem ter essa mesma sorte.

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Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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