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Credores aprovam plano e South African Airways precisa de $1 bi para voar com 6 aviões

Eram necessários 75% dos votos dos credores para que a restruturação da empresa aérea de bandeira sul-africana South African Airways (SAA) fosse aprovada, mas o que se viu na data de hoje (14) foram 86% dos votos a favor. No entanto, a história ainda não acabou, muito pelo contrário, agora vem a parte mais difícil, que é levantar os recursos para que o plano “pare em pé”. E, para que isso ocorra, é necessário que o governo sul-africano injete cerca de $1 bilhão de euros (mil milhões de euros) na empresa aérea combalida.

Para se manter viva, ainda que com uma estrutura 90% menor do que antes, são necessários ainda cortes em 80% da força de trabalho, para que a aérea “renasça” com apenas 1.000 funcionários, informa a Bloomberg

A situação da estatal SAA vem de décadas de má administração e falha na tomada de decisões, com envolvimento político exacerbado, o que resultou em contumazes aportes de recursos públicos, quase sempre criticados por várias alas do governo.

A bem da verdade, tecnicamente, a South African Airways está falida, mas os administradores queriam fazer um acordo com os credores para forçar o reinício, que agora será analisado pelo governo local. No entanto, a pergunta “de um bilhão de euros” para a SAA é se o governo vai colocar todo esse dinheiro numa empresa de apenas seis aviões, enquanto que esse valor permitiria criar uma empresa do zero muito mais eficiente, como defendem vários dos políticos locais.

Segundo os planos atuais, se resgatada, a SAA teria um tamanho minúsculo, com apenas seis aeronaves de médio porte, nenhuma de grande porte e um punhado de rotas domésticas. Há controvérsias, mas a gente acredita que não vale $1 bilhão de euros.

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