Início Controle de Espaço Aéreo DECEA debate mobilidade aérea urbana e rural no Drone Show 2021

DECEA debate mobilidade aérea urbana e rural no Drone Show 2021

Concepção gráfica de um eVTOL sobre o Rio de Janeiro – Imagem: Embraer

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) participou, nos dias 20 e 21 de setembro, de dois importantes painéis de palestras sobre veículos aéreos não tripulados no Drone Show 2021.

A edição do evento, que ocorreu de modo 100% online e gratuito, teve por propósito reunir agências reguladoras, fabricantes, importadores, prestadores de serviços, startups e usuários para debater os assuntos em voga e as necessidades da atividade.

O evento deu espaço às temáticas relacionadas aos impactos no mercado das recentes e esperadas mudanças regulatórias envolvendo não somente o DECEA e a ANAC, como também outras organizações públicas de regulação.

“Além dos desafios tecnológicos e mercadológicos, o objetivo do evento é sobretudo atualizar a comunidade que utiliza drones para fins profissionais sobre as questões regulatórias”, afirmou Emerson Granemann, CEO da MundoGEO, organizadora do evento.

No dia 20, o Adjunto da Seção de Planejamento de Sistema de Aeronave Não Tripulada do DECEA, Capitão Jean Pierre de Castro Benevides, reuniu-se com o Superintendente de Aeronavegabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Roberto Honorato, e os Presidentes das empresas AL Drones e Speed Bird, André Arruda e Samuel Salomão, no painel “Mobilidade Aérea Urbana”.

O oficial expôs as estratégias e últimas ações realizadas pelo Departamento no contexto da mobilidade aérea com o uso de veículos não tripulados nas cidades brasileiras.

Benevides relatou, entre outras iniciativas do DECEA, os estudos correntes para o desenvolvimento de uma nova concepção de gerenciamento aéreo dedicada aos veículos não tripulados, o UTM (Unmanned Traffic Management, em português, Gerenciamento de Tráfego de Veículos Aéreos Não Tripulados), e abordou os preparativos para o lançamento da nova versão do sistema de solicitação de acesso ao espaço aéreo por aeronaves não tripuladas, o SARPAS NG.

“Nossa expectativa é a de lançar uma versão beta do SARPAS NG, num primeiro momento. E, assim, recebermos o feedback dos usuários para disponibilizarmos a ferramenta, propriamente, já no ano que vem”, afirmou.

Para além do UTM, o Capitão também expôs os estudos relacionados à gestão do espaço aéreo reservado aos chamados eVTOL (Electric Vertical Takeoff and Landing, em português Veículo Elétrico de Decolagem e Pouso Verticais).

Concepção gráfica do eVTOL que a GOL pretende usar no Brasil – Imagem: Avolon

O eVTOL deve, num primeiro momento, operar pequenos trechos de área urbana; em contraposição aos helicópteros, mais adequados para distâncias maiores. O eVTOL é uma das apostas da indústria nos próximos anos e, naturalmente, exigirá dos órgãos competentes uma regulação efetiva, sobretudo no que tange à segurança de seus usuários e da população.

“É nessa ocasião que entra em cena o conceito de UAM (Urban Air Mobility, em português, Mobilidade Aérea Urbana) que irá acomodar este novo vetor, o eVTOL.  Inicialmente compreendemos que eles deverão utilizar corredores dedicados para os seus percursos em altitudes que variam de 400 a 2000 pés”.

No dia 21, o DECEA participou do painel “Mobilidade Aérea no Campo” com representantes da ANAC, do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola e da empresa Xmobots.

Na ocasião, o Capitão Emerson Augusto Miranda, também da Seção de Planejamento de Sistema de Aeronave Não Tripulada do DECEA, expôs as parcerias com a indústria e as instituições de pesquisa para a identificação das necessidades específicas das áreas rurais no que tange ao desenvolvimento do UTM brasileiro.

“Temos recebido e ouvido representantes de organizações relacionadas à atividade agrícola de modo a detectar às principais necessidades destas organizações no contexto da mobilidade aérea rural e melhor atender aos usuários. Na linha de pesquisa, para o desenvolvimento do UTM, precisamos da participação tanto das instituições de pesquisa quanto da indústria”, afirmou Miranda.

Informações do DECEA

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