Início Empresas Aéreas Decola o penúltimo Jumbo 747-8 da maior cliente do modelo no mundo

Decola o penúltimo Jumbo 747-8 da maior cliente do modelo no mundo

Imagem: Paine Airport / Matt Cawby, via Twitter

Na última quinta-feira, 16 de setembro, ganhou os céus pela primeira vez o penúltimo Boeing 747-8 a ser entregue para a companhia aérea que é a maior operadora em todo o mundo da última geração do Jumbo Jet.

O exemplar de matrícula N630UP, ainda nas cores “cruas” do processo de fabricação, foi registrado em fotos enquanto partia do Aeroporto Paine Field, em Everett, nos Estados Unidos, para seu voo inaugural de testes.

Foram pouco mais de duas horas no ar entre a decolagem, um procedimento de aproximação e arremetida no Aeroporto Moses Lake e o retorno para o local de fabricação da Boeing.

O 747-8F no voo de teste de estreia – Imagem: RadarBox

A “Rainha do Céu” de número de série 65777 e sequência de fabricação 1567 é o penúltimo da encomenda total de 26 unidades da gigante norte-americana de logística UPS.

Com os atuais 24 jato 747-8F em operação, a companhia aérea já é a maior operadora mundial da variante 747-8, que, em relação ao Jumbo 747-400 da geração anterior, ganhou maior comprimento, novas asas e novos motores, entre outras atualizações de sistemas. A UPS ainda tem outras 13 unidades do 747-400F.

Boeing 747-8F – Imagem: UPS, via YouTube

Atrás da UPS, está a Lufthansa, que possui 19 unidades da versão de passageiros 747-8I, seguida das cargueiras Cargolux e Cathay Pacific Cargo, ambas com 14 Jumbos 747-8F cada.

E se atualmente a companhia americana é líder, ela assim deverá permanecer para sempre, ao menos em relação a aviões recebidos da fábrica, uma vez que, como temos acompanhado, a Boeing encerrará a produção da família 747 no ano que vem, após 53 anos desde o primeiro voo de um Jumbo, em 9 de fevereiro de 1969.

Pouco mais de 140 unidades foram produzidas até hoje entre as variantes 747-8I de passageiros e 747-8F da carga. Após as entregas dos dois últimos jatos da UPS, serão fabricados apenas mais quatro, para a também americana Atlas Air, antes do adeus definitivo da linha de produção de um dos maiores ícones da história da aviação comercial.

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