Delta é a única das grandes dos EUA a manter vazios os assentos do meio nos aviões

A Delta Air Lines anunciou no fim de novembro que manterá os assentos do meio vazios até 30 de março de 2021. A regra, que não vale para o caso de famílias que queiram viajar juntas, é exceção dentre as grandes companhias aéreas norte-americanas nesta retomada do setor aéreo.

Apesar da ausência de qualquer determinação legal do governo federal em relação a esse assunto, as principais companhias aéreas dos Estados Unidos implementaram uma série de medidas para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Entre elas está a desocupação do assento central nas fileiras como forma de promover o afastamento social. Com o aumento da demanda, a maioria das companhias aboliu a prática, mesmo com a explosão de novos casos da doença nos EUA.

A Southwest Airlines, a maior low-cost em operação, anunciou o desbloqueio dos assentos intermediários desde 1º de dezembro para atender a alta temporada de Natal e Ano Novo. Via Twitter, a Southwest justificou a decisão com base em um relatório da IATA que informa a ocorrência de apenas 44 casos de transmissão da COVID-19 associados a voos, em um universo de quase 1,2 bilhão de passageiros que viajaram desde o início de 2020.

A American Airlines e a United Airlines não assumem qualquer compromisso de manterem livre os assentos intermediários em seus anúncios de medidas de proteção dos passageiros contra a pandemia. A JetBlue divulgou que limitaria a capacidade nos voos da temporada de férias, mas que os assentos do meio não seriam mais bloqueados.

A Hawaiian Airlines anunciou que irá liberar os assentos centrais a partir de 15 de dezembro. Já A Alaska Airlines prometeu manter o bloqueio dos assentos intermediários (exceto quando famílias grandes precisarem deles) e limitar o número de passageiros a bordo de seus aviões somente até 6 de janeiro.

De acordo com o relatório “Risco de COVID-19 durante viagens aéreas”, publicado em 1º de outubro pelo Journal of the American Medicine Association, o risco de contrair COVID-19 em um avião é baixo. O estudo deu notas altas para a qualidade do ar a bordo, uma mistura de ar fresco de fora e ar reciclado por meio de filtros, e observou que os passageiros têm pouco contato com gotículas contaminadas dos colegas de voo. No entanto, o nível de segurança do uso obrigatório de máscaras durante todo o voo e higiene completa das mãos e utensílios de bordo.

Informações do jornal Los Angeles Times.

Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

Veja outras histórias

Aeroporto de Santo Ângelo (RS) tem futuro decidido após debate

0
No debate foram discutidas as obras de ampliação do aeroporto, a concessão do espaço à iniciativa privada e o início dos voos até São Paulo.