Deputada Federal é retirada de aeronave em BH após recusar inspeção

Foto deAhmed Muntasir via Pexels.com e Reprodução Instagram

A deputada federal Alessandra Silva (PSL-MG), conhecida como Alê Silva, foi o centro de uma confusão esta manhã no Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (BH). A parlamentar foi obrigada a desembarcar de um voo depois de se negar a passar pelo processo de inspeção física da bagagem.

De acordo com reportagem do G1, a possibilidade de existência de um objeto de embarque proibido foi identificado na bolsa da deputada, que foi orientada pela equipe de inspeção de bagagem do aeroporto a passar pela verificação física. A prática é padrão em voos domésticos e internacionais e atende a regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Segundo a BH Airport, concessionária que administra o aeroporto e responsável pela gestão do canal de segurança, a congressista não concordou com o procedimento e deixou o canal de inspeção em direção a sala de embarque, antes da liberação pela equipe de segurança. Por esse motivo, a Polícia Federal foi acionada.

Mesmo sem autorização, a deputada chegou a embarcar, mas foi abordada pelos policiais dentro da aeronave. Ela foi escoltada até ao canal de inspeção para a verificação completa. Uma tesoura, cujo porte dentro do avião é proibido, foi encontrada e descartada. A passageira foi liberada em seguida.

Em nota enviada ao G1, a assessoria da deputada afirmou que durante o embarque para Brasília, a atendente de uma empresa que presta serviço ao aeroporto teria dito, no detector de metais, que “mala de miliciana e genocida tem que ser revistada com cuidado”. A bagagem dela teria sido escolhida de maneira aleatória. Segundo a assessoria, a deputada se calou, fechou a mala e seguiu em direção ao portão de embarque.

Segundo a nota, de acordo com o G1, Alê Silva informa que se tratava de uma tesourinha de criança e que não sabe como o objeto foi parar lá. A assessoria de Alessandra Silva informou que “estão sendo providenciadas as medidas cabíveis junto à Anac, que tem responsabilidade objetiva e solidária em relação à funcionária da empresa terceirizada”. Uma notificação oficial também será enviada à empresa.

Afirmou, ainda, que uma ação será ajuizada na corregedoria da Polícia Federal, devido à negativa de atendimento por telefone no aeroporto durante tentativa de contato após ela deixar canal de inspeção. Ela também reclama da abordagem da polícia, feita “mediante truculência e abuso de poder”.

Confira matéria completa no G1.

Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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