DGAC freia intenções de retorno da Lloyd Aeréreo Boliviano: “patrimônio inexistente”

De acordo com um comunicado de imprensa da Direcção-Geral da Aeronáutica Civil (DGAC), “uma série de observações de natureza técnica, operacional e econômico-financeira” foram encontradas na proposta do Lloyd Aéreo Boliviano (LAB). A companhia aérea anunciou que estava preparada para voar.




A (DGAC) informou que o processo de certificação do Lloyd Aéreo Boliviano foi paralisado depois de ter observado de forma alarmante que a empresa declarou ter um patrimônio que, na realidade, é inexistente.

Nos últimos dias, o LAB anunciou que estava no processo de ter sua certificação como operador aéreo renovada, já que agora possui três aeronaves capazes de voar e um investidor cujo nome é mantido em segredo.

O diretor da DGAC, Celier Aparicio, explicou que em 2013 o certificado do LAB foi revogado, mas no ano passado, a companhia aérea novamente pediu autorização e o processo foi iniciado.

Ele indicou que a Fase I da certificação foi cumprida, porque tratava apenas da apresentação de documentos para expressar a intenção de certificar a companhia aérea. No entanto, as observações começaram a aparecer na Fase II. De acordo com um comunicado de imprensa da DGAC, “uma série de observações de natureza técnica, operacional e econômico-financeira” foram encontradas na proposta do LAB.

O problema são os ativos do Lloyd inscritos no “Plano de Viabilidade” da empresa. A empresa afirma que tem um patrimônio líquido de US$150 milhões de dólares em propriedade de 27 aeroportos. No entanto, a DGAC argumentou que o LAB foi “alarmantemente” avisado de que a alegada capacidade na infra-estrutura aeroportuária é “inexistente”.

A explicação da Direção de Aeronáutica indica que todos os sistemas aeroportuários são domínio do Estado, de acordo com a Lei 8019 de 1967, e que esta disposição foi ratificada pela Constituição Política do Estado. “Dado esse fato, a DGAC interrompeu o processo e se comunicará formalmente com o LAB, a fim de apoiar sua avaliação econômica e financeira”, diz o comunicado de imprensa da entidade.

O diretor Aparicio explicou que mais informações foram solicitadas ao LAB para certificar sua capacidade econômica.

 
Com informações do EL MUNDO.
 

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é Editor-Chefe do AEROIN.