Dinheiro da ITA Transportes Aéreos não vem dos árabes, diz jornal

A novidade mais esperada do momento na aviação brasileira é a entrada da ITA Transportes Aéreos nos negócios e, por consequência, a contratação de mais de 600 funcionários, começando agora no mês de outubro.

Segundo uma matéria do Estadão dessa terça-feira (6), o recrutamento está prestes a ser iniciado, com perspectiva para sexta, dia 9 de outubro. Além disso, o jornal conversou com Rodrigo Vilaça, CEO do Grupo, que comentou sobre a estrutura de funding da empresa e a chegada das aeronaves.

Contratações

Como antecipado pelo jornalista Adamo Bazzani no mês passado, o braço aéreo da Itapemirim, denominado ITA Transportes Aéreos, contratará mais de seiscentas pessoas a partir de outubro. Ao Estadão, Vilaça comentou que serão necessários 67 funcionários por avião, portanto, considerando uma frota inicial de 10 aviões, falamos de 670 pessoas, considerando tripulação, equipe de solo e escritórios.

Não foram dados detalhes sobre como serão os processos de contratações, embora uma versão preliminar do site da empresa, que a companhia deixou ir ao ar por engano no mês passado, mostrava que seria por um site terceiro denominado AirJobs, ao menos para tripulantes. Na sexta-feira próxima esse detalhe se tornará conhecido, uma vez que tanto o site da empresa como o da AirJobs estavam fora do ar no momento em que essa matéria era escrita.

Quando o site veio ao ar por engano, os requisitos dos cargos estavam disponíveis. Embora se tratasse apenas de uma versão preliminar, as habilidades necessárias para tripulantes acabaram sendo posteriormente confirmados em entrevistas que os executivos deram a vários canais de aviação no YouTube.

De onde vem o dinheiro

Um dos aspectos mais interessantes da matéria do Estadão, porém, está no trecho em que comenta-se da estrutura de funding da companhia. Como o investidor não estava claro, o mercado nutria a ideia de que o capital viria de fundos árabes, com quem o dono da empresa, Sidnei Piva, se reuniu no ano passado. Mas parece que esse não é o caso, por enquanto.

Segundo Vilaça comentou ao Estadão, todo o capital para a largada da empresa vem do próprio Grupo e que há uma conversa com dois fundos de investimento para novos aportes. O Grupo Itapemirim está atualmente em Recuperação Judicial (RJ), mas Vilaça destaca que a abertura da linha aérea está prevista no processo de RJ, embora mais adiante ele comente que a empresa nasça dissociada do restante do grupo.

Não foram dados detalhes sobre os montantes investidos na empresa até agora ou os valores das captações futuras.

Mais informações sobre frota e hubs, podem ser verificados na matéria do Estadão.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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