Pilotos se recusam a entrar nos aviões e El Al é obrigada a suspender operações

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El Al 787
Boeing 787 da El Al – Clément Alloing

A crise, que já estava pesada, se agravou na aérea israelense El Al, depois que viu seus pilotos cruzarem os braços ante à indefinição sobre o futuro da companhia, reportou o jornal israelense Globes.

A situação é muito parecida à que foi enfrentada pela Avianca Brasil no passado, ou seja, com tripulantes sem receber salários, os pilotos e comissários cruzaram os braços e se recusaram a voar, alegando falta de segurança devido ao psicológico abalado pela falta de pagamento a meses.

Na El Al a situação não é muito diferente, já que a empresa colocou 90% de seus empregados em licença não-remunerada desde março. Sem receber dinheiro do governo e sem perspectivas de uma ajuda financeira de algum outro investidor, os tripulantes restantes decidiram cruzar os braços em solidariedade aos seus colegas e amigos.

Com isto, a empresa decidiu colocar todos os funcionários em licença não-remunerada e suspender todos seus voos. O número estimado de pilotos que ainda estavam voando era de 100 profissionais.

O drama da empresa vem desde o início da pandemia, após diversas negativas do governo local de ajudá-la, além do que, a aérea já não passava bons momentos devido à uma declarada “injusta concorrência” (por ser uma companhia judaica, não era autorizada a sobrevoar diversos países, mas que permitiam voos de aéreas estrangeiras rumo à Israel).

Agora, os voos de passageiros, incluindo de repatriação, serão suspensos em sua totalidade. Os voos de carga serão feitos por outras empresas contratadas pela El Al Cargo, a fim de honrar os seus contratos de fretamento.

A Ministra dos Transportes, Miri Regev, teria afirmado ao comitê dos pilotos da El Al, que “os israelenses veem a El Al como uma companhia nacional e o governo não deixará a empresa entrar em colapso. Entendemos a responsabilidade colocada pelos pilotos em cada voo e somos gratos por isso”.

Mas ainda assim nenhuma ajuda governamental foi definida e caso demore muito, pode ser tarde demais para a companhia de bandeira de Israel.

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Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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