Em carta ao Governo, Germán Efromovich se oferece para salvar a Alitalia

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O empresário de múltipla nacionalidade Germán Efromovich está empenhado em sua iniciativa de colaborar com a reconstrução da Alitalia. Sua última ação foi enviar uma carta enviada ao Governo da Itália se oferecendo para salvar a empresa aérea.

Avião Boeing 777 Alitalia

Segundo informações da mídia italiana, Efromovich enviou uma carta ao Ministério do Desenvolvimento Econômico italiano e ao administrador temporário da empresa, Giuseppe Leogrande, na data de ontem (20), para informá-los de seu interesse em comprar toda a Alitalia e sua disponibilidade para formar “uma possível parceria público-privada com o Governo” que visa relançar o que era o porta-bandeira do país no passado, segundo as mesmas fontes.

Pela iniciativa, o empresário, através do seu Synergy Group, buscaria fomentar rotas de longo curso e organizar a companhia aérea em torno de três pilares: aviação, manutenção e serviços terrestres. Além disso, está comprometido com a renovação da frota e uma melhoria no patrimônio técnico e humano (pessoal de solo e de voo).

O empresário é bastante conhecido no Brasil por empreendimentos no ramo de Óleo e Gás, além de ter fomentado a criação da Avianca Brasil junto com seu irmão, José. Não é novidade seu interesse na Alitalia e esse assunto vem à tona de vez em quando.

Novela Italiana

A Alitalia é uma das empresas infalíveis do mundo, o que suscita críticas de uma parte da sociedade que acredita que o governo não deve injetar tanto dinheiro em algo que não serve a todos os cidadãos. Enquanto isso, outra parte da população vê na empresa um motivo de orgulho apenas pelo fato dela existir. É uma discussão sem conclusão, igual a times de futebol.

No entanto, já ficou decidido em março que o governo italiano cuidará de sua salvação a partir de um processo de nacionalização. Daí nasceu outra polêmica, que foi a transformação do assunto numa batalha política. Se, no primeiro momento, a ideia era criar uma empresa bem menor e mais eficiente, as pressões do governo levaram esse plano para o lado oposto.

Para viabilizar a nacionalização, a empresa será obrigada a manter todos os funcionários, mesmo com a queda drástica na demanda por voos e a maior parte de sua frota no chão, resultando novamente numa empresa pouco eficiente e que, sem sombra de dúvidas, não dará lucro. Se antes da pandemia não dava lucro, quem dirá nos anos que a sucederem.

Isso fará com que essa novela se estenda mais e mais e, a nós, resta aguardar pelos próximos capítulos. E como toda boa novela, sempre há personagens de destaque, será que o próximo a entrar nela será Efromovich?

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Carlos Roman
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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