Em novo acidente, mais um avião Antonov ultrapassa a pista e vai parar no mato

Nos últimos dias, temos acompanhado uma proliferação de notícias de incidentes e acidentes envolvendo aeronaves Antonov. Como eles têm acontecido em países com histórico de pouca transparência de informação, dificilmente saberemos as causas reais. Desta vez, o envolvido foi um AN-26 voando no Sudão na tarde de ontem, 16 de outubro.

O cargueiro de registro SP-401 e cujo operador é desconhecido e a pintura é totalmente branca, realizava um voo de carga para Yambio, no Sudão do Sul, com 12 passageiros, 5 tripulantes e 6 toneladas de carga, quando ultrapassou a pista durante o pouso e foi terminar nos arbustos após a pista. O aeroporto de origem do avião não foi identificado, já que ele não possui um equipamento ADS-B que poderia permitir o rastreamento do voo.

Aeronave sendo resgatada por um caminhão da ONU

Pelas imagens, é possível identificar que a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) forneceu assistência para puxar a aeronave de volta para a pista. Mais tarde, no dia de ontem, a UNMISS informou que não houve feridos, mas o estado da aeronave não foi confirmado.

Apesar das dificuldades de identificar o operador da aeronave, assim como o seu número de série e o histórico operacional, há indicações de que a aeronave poderia ser operada pela Força Aérea do Sudão do Sul ou até pelas Nações Unidas, embora não confirmado pela entidade. Fontes contataram o AvHerald informando que o SP-401 foi visto em Yuba, capital do Sudão do Sul, com pintura militar no ano passado, mas a aeronave não foi avistada em voo.

O aeroporto de Yambio é precário e conta com uma pista de terra de aproximadamente 1000 metros, a uma altitude de 2.375 pés (ou 724 metros, similar à cidade de São Paulo), o que não deveria ser o problema para uma aeronave versátil como é o AN-26.

Acompanharemos o caso e, se novas informações surgirem, manteremos a publicação atualizada.

Carlos Ferreira

É profissional de marketing e pesquisador de temas relacionados à aviação há quase duas décadas. Leva a câmera fotográfica para onde vai e faz mais fotos de aviões do que dos passeios. Responsável pela linha editorial da revista eletrônica AEROIN.net.