Embraer mira United, Alaska e Spirit como potenciais clientes do E2

A Embraer continua o seu esforço de “quebrar o gelo” com as aéreas norte-americanas e deslanchar o E2 no maior mercado em potencial que a fabricante pode ter.

Um executivo da Embraer revelou à Flight Global que United, Alaska e Spirit Airlines são as empresas que mais podem se beneficiar do E2.




Rodrigo Silva e Souza é o vice-presidente de marketing da Embraer Aviões Comerciais, e destacou porque essas três companhias (de perfis totalmente distintos) podem se beneficiar do novo jato da Embraer (sem especificar qual dos três modelos do E2, mas claramente falando do E195-E2): o custo de operação menor do E2 é ideal para as empresas expandirem em mercados ainda não explorados.

Além disso o E2 seria o subtituto ideal para o Boeing 737-700 operado pela United e o Airbus A319 operado pela Spirit. E isso vale mais ainda para a Alaska, que possui uma frota de 737-700 e herdou os A319 da Virgin America.

As três empresas têm perfis diferentes: a primeira é focada numa rede global com hubs e parceiros; a segunda é uma Ultra Low-Cost que opera em rotas tronco e procura ao máximo uma operação simples e barata; a última, por sua vez, é focada totalmente na grande região da Costa Oeste.

Rodrigo destacou que a United tem adicionado recentemente mais voos para seus hubs, especialmente de cidades pequenas. Mas ainda assim apenas 53% dos passageiros da United estão em conexão, um número abaixo do valor de American e Delta, principais concorrentes.

“Eles precisam melhorar a conectividade. O E2 pode ter um papel importante para a United, o tamanho dele é perfeito para desenvolver novas rotas e ter uma lucratividade maior”, declarou Rodrigo.

Já na amarela Spirit, o E2 poderia inaugurar rotas de longa duração e com uma demanda que não justifique uma aeronave maior como o A320, mas que o A319 não compense financeiramente. “O A319 com toda certza não é o avião mais eficiente para isso. Se você quiser ir para mercados menores, o que você realmenter quer em sua frota são custos menores por voo”.

O mesmo vale para a Alaska, que nos últimos anos expandiu de maneira significativa para o meio-oeste americano, em mercados médios como Milwaukee, Omaha e Saint Louis.

A United e a Alaska já voam Embraer de maneira abrangente nas suas companhias aéreas regionais, mas não escolheram o E2 para este mercado pela limitação da scope clause como explicamos no artigo abaixo.

Paradigma da Aviação Regional nos EUA: grandes jatos e falta de pilotos

Com informações da Flight Global.

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é Piloto Comercial, Despachante, Bacharel em Ciências Aeronáuticas, membro da AOPA e veterano da Western Michigan University #GoBroncos