Emirates condenada a pagar US$ 1,63 milhão por perder bagagem de um passageiro

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A Emirates perdeu uma ação judicial contra um empresário nigeriano, que pedia reparação pela perda de sua valiosa bagagem. Após 12 anos de tramitação, a justiça nigeriana deu ganho de causa ao empresário, levando a empresa aérea emiradense a pagar nada menos do que US$ 1,63 milhão.

De acordo com o jornal The Nation, um juiz federal do Supremo Tribunal decidiu a favor de Orji Prince Ikem, dizendo que a Emirates era responsável por cobrir a perda do mesmo montante em dinheiro, que estava em duas malas transportadas por ele. As bagagens foram extraviadas por funcionários da companhia aérea do aeroporto de Lagos, que desapareceram depois disso.

Como aconteceu

Com as devidas autorizações, Ikem viajava de Lagos para a China com a grande soma em dinheiro em duas malas de mão para fazer a aquisição de produtos junto a um fornecedor local (não foi detalhado o negócio em que Ikem atua e nem quem eram os fornecedores).

Ao chegar no aeroporto e declarar a bagagem, o pessoal de terra da empresa aérea disse que ele deveria manter as malas em um lugar seguro e se dispuseram a guardá-las na cabine de comando da aeronave, onde não poderiam ser roubadas. Uma mala continha US$700.000, enquanto a segunda US$930.000 que pertenciam a um segundo empresário.

No tribunal

Ikem disse ao tribunal que inicialmente recusou, mas depois de receber garantias do pessoal de terra e temer que pudesse perder o voo, ele disse que relutantemente entregou as malas. Apesar de ter recebido duas etiquetas de bagagem para as malas, elas nunca mais foram vistas e a Emirates não soube dizer para onde foram – os funcionários também desapareceram depois disso.

A Emirates, no entanto, argumentou que não era responsável e que as empresas de ground handling contratadas deveriam ser responsabilizadas. O juiz rejeitou o argumento da Emirates, dizendo que a companhia aérea era a responsável por não entregar com segurança a bagagem ao reclamante.

Lição aprendida: não é seguro viajar com mais de um milhão de dólares na mala, nem que a viagem seja pela Emirates.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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