Emirates não pode voar direto para a Cidade do México devido a altitude do aeroporto

A Emirates anunciou nesta terça-feira (16), seu destino de número 144: a Cidade do México. No entanto, devido à altitude do aeroporto, o voo não poderá ser direto e terá de fazer uma parada no meio do caminho. A Emirates não é a única empresa aérea que “luta” contra a altitude da capital mexicana.

A nova rota parte de Dubai, operada pelo Boeing 777-200 com apenas duas classes. Haverá 38 assentos de executiva e 264 assentos na econômica, somando 302 lugares. Tanto na ida, quanto na volta, o voo fará uma escala de duas horas em Barcelona, na Espanha.

O voo foi viabilizado por que abriu-se uma janela de permissão para que a Emirates pudesse comercializar o trecho entre a Espanha e o México, o chamado “Direito de Liberdade”. Ou seja, passageiros espanhóis que quiserem ir ao México, podem comprar somente os trechos Barcelona-Cidade do México e a volta, sem necessidade de comprar a rota toda.

Outro benefício que a Emirates está propondo é o stop-over em Barcelona, de modo que os passageiros podem aproveitar alguns dias na badalada cidade espanhola antes de continuar viagem, se o destino final for Dubai.

A Cidade do México tem uma elevação de 7.342 pés (2.300 metros), tornando o aeroporto um dos mais elevados do mundo. Como resultado, algumas companhias aéreas não são capazes de voar em rotas de longa distância diretamente com a aeronave cheia (e vazia também não faria sentido!). Isso ocorre por que aviões tem desempenho de decolagem reduzido a estas altitudes.

Observação – devido a pedidos, acesse aqui para saber o por quê das restrições de decolagem em lugares altos.

A Turkish Airlines é outra empresa afetada pela altitude, por isso seus voos para Istanbul têm de fazer escala em Cancun apenas para reabastecimento. Como o voo da cidade do México para Cancun é doméstico, a Turkish não pode vender bilhetes e ninguém embarca ou desembarca na escala.

Com o “Direito de Liberdade”, a Emirates pode vender os trechos Dubai-Barcelona, Barcelona-México e México-Dubai, assim como os trechos de retorno. Não fosse esse direito especial, a Emirates não haveria encontrado outras opções economicamente viáveis de voar para a Cidade do México, já que fazer escala somente para reabastecimento na volta geraria um custo extra que também inviabilizaria a ida.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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