Emirates troca tripulantes após Trump banir a entrada muçulmanos nos EUA.

A Emirates informou que teve de mudar, de última hora, boa parte de sua escala de tripulantes dos voos para os Estados Unidos, como consequência da ordem do presidente Donald Trump de banir pessoas de sete nacionalidades, cuja grande maioria da população segue o islamismo.

Pelos próximos 90 dias, somente podem ingressar cidadãos iraquianos, iranianos, líbios, somalis, sudaneses, sírios e iemenitas que possuírem Green Card, residência permanente permitida por lei ou visto diplomático.

Segundo um porta-voz da empresa disse à Reuters, as medidas aplicam-se tanto para viajantes quanto para membros da tripulação, de modo que a companhia fez os ajustes necessários para cumprir com os novos requisitos.

Devido à diversidade de sua força de trabalho, com profissionais de todas as partes do mundo, o impacto será mínimo para a Emirates. Ao todo, a empresa conta com 23.000 comissários e cerca de 4.000 pilotos. A empresa, pertencente ao governo de Dubai, voa diariamente para 11 cidades norte-americanas.

A Etihad não se manifestou e a Qatar apenas informou que colocou uma nota em seu site orientado os passageiros às novas regras.

Informações de Reuters e Newsweek, adaptados.

Carlos Ferreira

É profissional de marketing e pesquisador de temas relacionados à aviação há quase duas décadas. Leva a câmera fotográfica para onde vai e faz mais fotos de aviões do que dos passeios. Responsável pela linha editorial da revista eletrônica AEROIN.net.