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Empresa aérea acusa David Neeleman de atrapalhar o lançamento de suas operações

A nova empresa aérea canadense Jetlines anunciou que iniciou procedimentos legais contra David Neeleman. A empresa está processando o cofundador da também canadense WestJet e suas afiliadas por interferências e outras violações.

David Neeleman

De acordo com um comunicado de imprensa da nova companhia, David Neeleman, a DGN Corporation e o Breeze Aviation Group estão todos enfrentando uma ação legal, pois a Jetlines alega que as três entidades atuaram para interferir nos negócios da companhia aérea.

“A empresa iniciou um processo judicial no Tribunal Distrital dos Estados Unidos (Distrito de Connecticut) contra David Neeleman, DGN Corporation e Breeze Aviation Group por interferência tortuosa na expectativa de negócios e violação da Lei de Práticas de Comércio Desleais de Connecticut”, declara o comunicado de imprensa.

Além disso, a carta oficial de reclamação é anexada à declaração. Este documento aborda as razões específicas pelas quais as partes estão sendo processadas. A Jetlines afirma que aqueles que os acusados ​​tentaram destruir as relações entre a companhia aérea recém-fundada e um banco de investimento.

Por fim, o banco encerrou seu compromisso de ajudar a Jetlines a levantar novo capital de investimento, essencial para sua capacidade de iniciar operações como uma transportadora de custo ultra baixo.

A alegação diz que Neeleman e seus associados induziram deliberadamente o diretor executivo da Jetlines, Lukas Johnson, a participar de comunicações secretas que Neeleman sabia que violavam os deveres do empresário com a Jetlines.

Altos custos como consequência

A denúncia continua dizendo que Neeleman sabotou os planos com o intuito de ajudar no lançamento de seu novo empreendimento, a companhia aérea Moxy. A Jetlines acredita que a atitude causou uma espiral descendente, causando danos à sua reputação e conta bancária.

Imagem: Jetlines

“Entre outras coisas, a reputação da Jetlines nos setores aéreo e financeiro, e com potenciais investidores, foi prejudicada; A capacidade da Jetlines de obter financiamento crucial para iniciar operações de voo e ganhar receitas relacionadas foi adiada; O contrato de arrendamento da Jetlines para certas aeronaves foi rescindido, causando perda de US$ 2,2 milhões em depósitos não reembolsáveis; e o montante de financiamento disponível para a Jetlines foi reduzido significativamente”, afirmaram os representantes da empresa na denúncia.

Momento crítico 

Como a Jetlines ainda está em fase de incubação, qualquer oportunidade de investimento pode ser crucial para o seu desenvolvimento. Portanto, se houve alguma interferência prejudicial, é compreensível o motivo pelo qual a companhia aérea gostaria de envolver advogados.

Juntamente com a nova Moxy e a WestJet, Neeleman também co-fundou as norte-americanas Morris Air e JetBlue e a brasileira Azul, e participou da Southwest após esta adquirir a Morris, da portuguesa TAP e da francesa Aigle Azur antes de sua falência. Portanto, sua presença é altamente influente na indústria da aviação.

No mês passado, a empresa anunciou que não conseguiu garantir US$ 40 milhões em financiamento de dois grupos de investimento e isso significou que não poderia receber seus dois primeiros Airbus A320.

Posteriormente, sua data planejada de lançamento para o dia 17 de dezembro teve que ser adiada indefinidamente.

Protestos no ar

Além da ação contra David Neeleman, a Jetlines já vem fazendo uma campanha contra o duopólio de companhias aéreas que ocorre no Canadá, e gravou um protesto no céu para mostrar sua indignação.

A empresa alega que 85% do mercado canadense está nas mãos das duas maiores, e que isso resulta em preços mais caros para voar dentro do Canadá do que para ir até a Europa, e que isso faz com que 5 milhões de cidadãos desloquem-se para os Estados Unidos todos os anos para fazer voos mais baratos por lá.

Veja o vídeo de protesto, em que a Jetlines solicita que o órgão de fiscalização de comércio do país atue para reduzir o duopólio:

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