Empresas americanas pedem uma afrouxada na proibição de voos ao Oriente Médio

Foto: Atlas Air

Inúmeros operadores de cargas e pacotes expressos dos EUA, incluindo as aéreas FedEx, Atlas Air, e Kalitta Air, solicitaram isenção do NOTAM A0003/20, emitido em 7 de janeiro, o que restringe às transportadoras americanas de operar no Golfo Pérsico e no Mar de Omã. 

O NOTAM foi emitido como resultado do Irã ter lançando ataques de mísseis balísticos às bases aéreas que abrigam as forças americanas no Iraque, em retaliação pelo assassinato de Qasem Soleimani, general da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), em 3 de janeiro.

De acordo com documentos enviados à Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), a Atlas Air (e suas subsidiárias Polar Air Cargo e Southern Air ) pediu ajuda “para operar nos aeroportos do Bahrein e Catar, em apoio às operações contínuas na região”. A companhia aérea solicitou especificamente que voasse para Doha, onde a Força Aérea dos Estados Unidos e o Comando Central dos EUA têm operações.

A Southern Air voa para a região em nome da DHL Express , com serviços ao Bahrein. Além das operações de correio militar dos EUA, a Kalitta Air também declarou em seu documento que a isenção permitiria continuar com seus serviços para a DHL. De acordo com um relatório da Air Cargo News, só a DHL responde por mais de 50% das operações de frete do Bahrein.

A Omni Air International também solicitou uma isenção para seus voos para Doha, Muqatra e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde opera em nome do Departamento de Defesa dos EUA entre 9 e 31 de janeiro.

Em seu pedido de isenção, a FedEx não estipulou os detalhes específicos de rota, citando-os como “sensíveis” e solicitando que fosse “protegido da divulgação pública”.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias