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Entenda o que houve com o ATR da Azul que precisou retornar à origem no dia 22

ATR-72-600 da Azul Linhas Aéreas semelhante ao envolvido no incidente

No começo desta semana, trouxemos para os leitores do AEROIN o caso da aeronave da Azul que precisou retornar ao aeroporto de origem após problemas técnicos. Na ocasião, mostramos os dizeres de uma passageira que, sem o conhecimento sobre os procedimentos de voo, disse que teve “mais uma chance de viver”, conforme relatado por outros portais de notícias.

Entendemos que comentários como este costumam surgir de passageiros sem familiaridade com a aviação, porém, repercutindo nas redes, eles acabam levando ao amedrontamento de outras pessoas que têm o receio de voar. Portanto, trazemos a seguir mais detalhes sobre o ocorrido, para que as pessoas vejam que, mesmo diante de problemas em voo, os aviões são capazes de seguir com segurança até o pouso.

O incidente agora foi cadastrado, como é procedimento padrão, no sistema do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) mostrando o que levou a tripulação a retornar ao aeroporto.

De acordo com dados do CENIPA, na última sexta-feira, 22 de outubro, o ATR-72 da Azul Linhas Aéreas registrado sob a matrícula PR-TKK decolou de Montes Claros e teria como destino Belo Horizonte, ambas cidades em Minas Gerais, num voo comum e regular de passageiros.

O voo AD-4421, com 67 passageiros e 4 tripulantes, decolou, mas, logo depois, no início da subida, a tripulação percebeu uma vibração anormal na aeronave, como descrito pela passageira, e decidiu retornar ao aeroporto de origem.

Dados abaixo do RadarBox mostram a curta trajetória da aeronave envolvida no incidente, desde a decolagem até o pouso.

Trajetória da aeronave durante o curto voo – Imagem: RadarBox

Durante o regresso da aeronave, ainda segundo dados do CENIPA, os pilotos se depararam com uma indicação de fogo no motor número 2 (asa direita). Após cerca de 25 minutos de voo, a aeronave pousou em segurança, vindo a ser acompanhada, por precaução, de uma equipe do Corpo de Bombeiros.

Em solo, verificou-se não haver sinais de fogo no motor 2 e nem qualquer dano aparente na aeronave.

Assim, reforçamos o que havíamos sugerido na matéria anterior. Mesmo diante de falhas técnicas (e elas acontecem todos os dias em vários aviões pelo mundo todo), as aeronaves são projetadas com sistemas redundantes que permitem a continuidade segura do voo, assim como os pilotos são treinados para lidarem com tais situações.

Nota-se que, mesmo diante da vibração apresentada pela aeronave e da indicação de uma possível situação de fogo no motor, o pouso ocorreu normalmente.

Situações em que um problema evolui até um acidente aéreo são muito raras em relação ao total de aviões que voam diariamente, portanto, ao se ver em um avião com uma pane em voo, o passageiro pode ter a tranquilidade de que em breve estará pousando em segurança, e não de que estará com sua vida por um fio.

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