Está cruzando o mundo o último voo ultra-longo da Qantas com o Boeing 787-9

Está em voo agora na rota de Nova Iorque a Sidney, o último voo de testes do Project Sunrise. O voo QF7879 é operado pelo Boeing 787-9 da Qantas e pode ser acompanhado ao vivo pelo FlightAware, o tempo estimado em rota é de 19 horas e 10 minutos.

Vale recordar que esse já não é mais o voo mais longo do mundo, já que o recorde foi quebrado no mês passado durante a segunda etapa do Sunrise, de Londres a Sidney.

Embora este ainda seja um voo de testes, a Qantas já anunciou que resolveu dar continuidade ao projeto dos voos ultra-longos e, na semana passada, escolheu o Airbus A350-1000 com um tanque de combustível modificado, como a aeronave ideal para as suas rotas de mais de 19 horas.

Ao longo dos últimos meses, toda a comunidade aeronáutica ficou envolvida no projeto da companhia australiana e as matérias relacionadas ao projeto sempre foram um grande sucesso, com centenas de milhares de visitantes. Agora, é hora de dar adeus às etapas de testes para ver os voos ultra-longos tomando os céus num futuro muito breve.

Em mais um par de anos, começaremos a ver recordes de distância e de tempo de voo contínuo sendo quebrados com alguma frequência, viveremos a história.

Qantas

Escolhendo a aeronave ideal

Na última semana, a Qantas surpreendeu o mundo ao anunciar qual foi a aeronave escolhida para tornar os voos ultra-longos uma realidade. Mas a surpresa não foi pela aeronave em si, mas por cumprir a promessa de divulgar a escolha antes do fim do ano, quando todos acreditavam que o anúncio seria feito apenas no próximo ano.

Segundo a empresa, após uma avaliação detalhada do Boeing 777X e do Airbus A350, ela selecionou o A350-1000 como a aeronave preferida para o projeto Sunrise. Talvez essa fosse uma das decisões mais difíceis a se tomar em todo o processo.

Onde a Qantas quer chegar

O Projeto Sunrise da Qantas tem como objetivo principal testar a viabilidade para a operação de voos regulares ultra-longos e diretos da costa leste australiana (saindo de Brisbane, Sydney e Melbourne) para Londres e Nova Iorque. O Rio de Janeiro também está na lista mas não é a prioridade inicial da empresa. Tratam-se de voos muito longos, com 19h, 20h e até 21h de duração.

Para tornar isso possível, já que nenhuma aeronave comercial atual tem tamanha capacidade, a empresa desafiou a Airbus e a Boeing a oferecerem um novo modelo que tornem viáveis estas rotas, seja no quesito técnico de alcance como capacidade mínima de passageiros, a fim de deixar o voo rentável.

Temas relacionados a aprovação regulatória, negociação com os sindicatos de pilotos e comissários, criação de uma nova experiência a bordo, dentre outros, ainda estão na mesa e serão colocados num cronograma até que a empresa viabilize esses voos incrivelmente longos. No entanto, já existe uma data final estipulada para 2023, quando os voos devem se tornar uma realidade.

Veja mais detalhes na história a seguir:

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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