Estudo traz a lista das mais de 40 companhias aéreas fechadas em 2020

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ExpressJet (Divulgação)

O ano de 2020 passou como o pior da história da indústria da aviação comercial após a Segunda Guerra Mundial, quebrando paradigmas e marcando um antes e um depois, com consequências que só serão acomodadas com o passar dos anos. Algumas companhias aéreas não conseguiram se adaptar à nova realidade, conforme mostra um estudo analisado pelo nosso parceiro Aviacionline.

Enquanto governos e empresas ainda trabalham em pacotes de ajuda, a IATA informou que 350 mil empregos foram perdidos no ano e, agora, outro 1,3 milhão, indiretos e diretos, estão em risco, com potencial para um efeito dominó que pode afetar até 5,6 milhões se a recuperação demorar mais se a ajuda não chegar a tempo.

Corda bamba

Ao longo do ano, muitas empresas ficaram na corda bamba, outras tantas foram ajudadas por pacotes estatais e novas capitalizações, algumas entraram em recuperação judicial e, por fim, mais de 40 sucumbiram. Se não houvesse ajuda, muitas mais teriam fechado.

O processo de reorganização sob a Lei de Falências foi uma forma de salvaguardar as operações de diversas companhias aéreas, como a Avianca, Grupo Latam, AeroMexico, Thai Airways e Virgin Australia. Outros se beneficiaram de ajuda financeira por meio de empréstimos de governos ou da venda de uma porcentagem do capital social, como TAP, Lufthansa, Air Framce-KLM, Scandinavian Airlines e Qantas.

As compras foram outra forma de minimizar o impacto, apoiada principalmente pelos estados. As canadenses Air Canada e Air Transat receberam a aprovação para concluírem seu processo. Seguiram-se novas negociações de compra da Air Europa pela Iberia. A surpresa, no entanto, foi a unificação dos dois gigantes Korean Air e Asiana Airlines, na Coreia do Sul. Sem ir tão longe, a América Latina viu a fusão de Aerolineas Argentinas e Austral.

Avião Airbus A320 Ernest Airlines
Imagem: Anna Zvereva [CC]

Quebradas

Ainda assim, a Cirium, empresa global de dados para a aviação, divulgou que 43 companhias aéreas fecharam em 2020, contra 46 no total de 2019 e 56 em 2018. Obviamente, o número foi inferior a anos anteriores devido às ajudas.

As empresas que pararam de operar em 2020 são (note que algumas delas foram “ressuscitadas”, como a Miami Air, FlyBe e a LIAT):

África e oriente médio

– South African Express, com sede em Joanesburgo; em 28 de abril
– Wings of Lebanon, com sede em Beirute; o 26 de agosto
– Palestinian Airlines, com base na Faixa de Gaza; 31 de dezembro

Ásia Pacífico

– Tigerair Australia, com sede em Melbourne; 25 de março
– Lionair, com sede nas Filipinas; 30 de março
– Bek Air, baseado em Oral; 17 de abril
– NokScoot , com sede em Bangkok; 16 de junho
– Jet Asia Airways, com sede em Bangkok; em setembro
– AirAsia Japan , com sede em Nagoya; 5 de outubro
– Cathay Dragon com sede em Hong Kong; 21 de outubro
– Air Deccan, com sede em Ahmedabad; em novembro

Europa

– AtlasGlobal, com sede em Istambul; 12 de fevereiro
– Flybe, com sede em Birmingham; 5 de março
– German Airways, com sede em Dusseldorf; em março
– Thomas Cook Aviation, com sede em Frankfurt; dia 2 de abril
– Ernest Airlines, com sede em Milão, Itália; 5 de abril
– Braathens Regional Airlines, com sede em Estocolmo, Suécia; em 6 de abril
– Germanwings, com sede em Colônia, Alemanha; 7 de abril
– Air Italy , com sede em Milão; em 16 de abril
– LEVEL Europe , com sede em Viena; 18 de junho
– Sun Express Deutschland, com sede em Frankfurt; 23 de junho
– JetTime, com sede em Copenhagen; 21 de julho
– Go2Sky, com sede em Bratislava; em 1º de setembro
– Lauda Austria, ​​com sede em Viena; 31 de outubro
– Montenegro Airlines, com sede em Podgorica; 26 de dezembro

América do Norte

– Trans State Airlines, com sede em Denver; 1 de Abril. Tinha contrato com a United
– Shoreline Aviation, com sede em Connecticut 1 de Abril
– Compass Airlines, com sede em Minneapolis; 5 de abril. Tinha contrato com a American e Delta
– Ravn Alaska, com base em Anchorage; 5 de abril
– Miami Air International, com sede em Miami; 8 de maio
– Universal Helicopts, com sede em St. John’s; 27 de maio
– Air Georgian Limited, com sede em Toronto; 29 de maio. Tinha contrato com a Air Canada
– Island Express Air, com sede em Abbostsford; 22 de setembro
– Express Air, com sede em Houston; 30 de setembro. Tinha contrato com a United

América Latina e Caribe

– Avianca Peru, com sede em Lima; 11 de maio
– TAME Equador, com sede em Quito; 20 de maio
– LATAM Argentina, com sede em Buenos Aires; 17 de junho
– One Airlines, com sede em Santiago; dia 24 de junho
– LIAT, com sede em Antígua e Barbuda; 27 de junho
– Flyest Lineas Aereas, com sede em Buenos Aires; 5 de novembro

Poderíamos incluir a Alitalia e a South African Airways na lista. Ambas tiveram que começar do zero novamente, mas mantendo a marca que todos nós conhecemos.

Menos mal

Da mesma forma, nem tudo são más notícias no setor, alguns grupos de investidores e empresários do ramo aproveitaram a queda de alguns para subir. Durante 2020, mais de 30 novos projetos de companhias aéreas foram criados, metade deles conseguiu se materializar e está operando atualmente ou estará em breve. 

Nesse caso, a América do Sul viu o pouso do JetSMART no Peru, o projeto de baixo custo na Colômbia chamado Ultra Air e no Brasil a Itapemirim.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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