Ethiopian Airlines está de olho tanto no Boeing 777X como no A350-1000

Há alguns meses, ainda no começo da pandemia, comentava-se que, se há uma empresa africana capaz de enfrentar a crise da Covid-19, essa é a Ethiopian Airlines.

Estatal, garantida pelo governo e com um plano de negócios bem definido, a empresa sempre almejou ser a referência da aviação do seu continente e tornar Addis Abeba num grande hub. No mais, a empresa também estaria de olho em outras empresas aéreas africanas combalidas devido à crise, como a South African Airways e a Air Mauritius, para ampliar seu poder de fogo.

Mas todo esse “poder” não acabaria aí. Recentemente, o CEO da empresa, Tewolde GebreMariam, conversou com a Reuters e, sempre sincero, ele comentou sobre o pensamento da empresa a respeito de sua frota no futuro.

“Temos 14 desses A350 e mais 787. Estamos comparando o A350-1000 e também o 777X. Dependendo de qual tiver um bom desempenho em Addis Abeba, em altitude e alta temperatura, vamos tomar essa decisão”, disse GebreMariam. Ao ser Questionado sobre quantas aeronaves extras a companhia aérea poderia encomendar, ele disse: “entre 15 e 20”.

A decisão ainda não tem data para ser tomada a empresa também não deixa pistas, principalmente porque a Ethiopian já opera versões dos modelos Boeing 777 e A350. No entanto, essa balança fica favorável ao lado americano quando se olha para toda a frota da empresa africana, preponderantemente de Boeings.

Segundo dados do da empresa aérea, a frota atual da Ethiopian é composta por 126 aeronaves, das quais apenas 14 são Airbus (todos A350-900). Além disso, há encomendas para mais 10 A350, além de mais 37 aeronaves da Boeing e DeHavilland Canada.

A empresa tem planos para dobrar a frota até 2025, de acordo com o plano “Vision 2025”.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias