Ethiopian Airlines quer ser a salvação das falidas empresas aéreas africanas

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Se há uma empresa africana capaz de enfrentar a crise da Covid-19, essa é a Ethiopian Airlines. Estatal, garantida pelo governo e com um plano de negócios bem definido, a empresa sempre almejou ser a referência da aviação do seu continente e tornar Adis Abeba num grande hub.

Conforme aponta uma reportagem da Logistics Update Africa, amparada numa matéria da Bloomberg, a Ethiopian Airlines estaria em negociações com a Air Mauritius sobre uma participação na insolvente transportadora mauriciana. Além disso, diz estar pronta para entrar em negociações semelhantes com outras companhias aéreas em dificuldades na África.

O chefe executivo da Ethiopian, Tewolde GebreMariam disse que “o governo mauriciano está pensando em reiniciar essa negociação com a Ethiopian Airlines. Estamos no ponto inicial da discussão para ver que tipo de parceria ou joint venture será”, disse.

A Air Mauritius entrou em administração voluntária (recuperação judicial) no final de abril, mas nega qualquer envolvimento com a Ethiopian.

GebreMariam foi além. Ele disse que, embora não haja conversações em andamento no momento, a Ethiopian também estaria disposta a discutir opções para resgatar a South African Airways. “Temos acompanhando de perto o caso da empresa de bandeira sul-africana que agora está a um passo de ser liquidada, esperando apenas a conclusão de trâmites administrativos”.

“Achamos que podemos abordá-los e reiniciar a discussão para uma nova companhia aérea sul-africana”, disse Tewolde, acrescentando que a Ethiopian realizou conversações exploratórias com a South African Airways e o governo local em janeiro de 2020.

Um obstáculo potencial para a entrada da empresa etíope em uma SAA renovada é a lei sul-africana, que limita a propriedade estrangeira de companhias aéreas locais em 25%.

Atualmente, tanto a Air Mauritius quanto a South African Airways são totalmente propriedade de seus respectivos governos. A Ethiopian Airlines, que também é uma empresa estatal, já tem participações na ASKY Airlines, Ethiopian Moçambique Airlines, Malawi Airlines e Tchadia Airlines.

Se entrar no mercado sul-africano, a Ethiopian datá um grande passo em seu ambicioso projeto de “dominar a África”.

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Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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