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Agora com B787, Etihad faz outro voo histórico para Israel em auxílio aos palestinos

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No último dia 9 de junho, um Boeing 787 da Etihad Airways pousou em Israel carregado de insumos médicos destinados à comunidade palestina para combate à pandemia do novo coronavírus. Assim como o primeiro voo, realizado em 19 de maio, trata-se de mais um raro e histórico momento na conturbada relação entre os países da região.

Imagem: Moni Shafir & IAA, via Twitter – Ministério das Relações Exteriores de Israel.

Ao contrário do voo de maio, realizado por um Airbus A330 todo branco, descaracterizado por questões de segurança em vista das tensões na região, o Boeing 787, registro A6-BNA, pousou no aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, ostentando as cores da aérea dos Emirados Árabes Unidos.

O 787 decolou do Aeroporto Internacional de Abu Dabi às 17:57 horas locais, pousando no Ben Gurion em Tel Aviv às 20:38 horas locais.

Imagem: Moni Shafir & IAA, via Twitter – Ministério das Relações Exteriores de Israel.
Imagem: Moni Shafir & IAA, via Twitter – Ministério das Relações Exteriores de Israel.

O voo direto de Abu Dabi, com duração de 3:51 horas, não transportou passageiros, levando a bordo somente equipamento e insumos médicos.

Segundo o The Times of Israel, depois de liberado pelos controles alfandegários e de segurança, o carregamento foi enviado para um terminal de espera no porto de Ashdod. A decisão de enviar a carga para Ashdod indica que ela provavelmente terá seu destino final em Gaza, e não na Cisjordânia, complementa o periódico.

A rota seguida pelo jato da Etihad, por motivos de restrições de sobrevoo devido às “inimizades” na região, mais uma vez teve que evitar o sobrevoo dos territórios da Arábia Saudita, Síria, Líbano e Jordânia.

Assim, a aeronave passou por sobre o Golfo Pérsico, Iraque, Turquia, Chipre e Mar Mediterrâneo, antes de pousar em Israel (note no mapa a seguir todo o desvio efetuado).

Registro do voo. Fonte: FlightAware.

Israel não tem relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos ou qualquer um dos outros cinco países árabes do Golfo, e não há voos comerciais entre eles. Assim, a aeronave teve que fazer uma grande volta, percorrendo um total de 3.171 km, até chegar a seu destino no aeroporto Internacional Ben Gurion, em Israel.

A primeira remessa (maio), de 14 toneladas de suprimentos médicos destinados aos palestinos foi atrasada no aeroporto Ben Gurion no mês passado, quando funcionários da ONU trabalharam para encontrar uma maneira de distribuí-la depois que a Autoridade Palestina anunciou que não aceitaria o carregamento, segundo o The Times of Israel.

Ainda segundo o The Times, a Autoridade Palestina insistiu que os Emirados Árabes Unidos não haviam coordenado a ação e, portanto, não podia aceitar a ajuda, cuja entrega por avião a Tel Aviv foi vista como uma investida em direção à normalização dos laços entre Israel e os estados do Golfo.

No entanto, na época um funcionário da ONU deixou claro para o The Times of Israel que havia uma necessidade muito maior de suprimentos na Faixa de Gaza, onde predomina o Hamas ao invés da Autoridade Palestina, portanto, o carregamento não se destinava a Israel.

Segundo a Reuters, a Etihad Airways declarou que continua a operar voos humanitários, fornecendo a ajuda necessária às nações dentro de sua malha e além.

Tudo indica que novos voos do tipo voltem a ocorrer no futuro, e apesar de toda a tensão, essa colaboração entre os estados e autoridades na região, num momento tão complicado como o atual por conta da pandemia, possa servir para a abertura de um canal para a melhora das relações na região. Aguardemos.

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