EUA está acelerando os voos de deportação de imigrantes ilegais

Foto: Kaiser Air

As autoridades americanas anunciaram que planejam seguir realizando voos de “remoção acelerada” após notarem um aumento acentuado no número de famílias que cruzam para o Vale do Rio Grande, no sul do Texas, rumo aos Estados Unidos. A iniciativa é resultado de pressões por maior fiscalização na fronteira, após uma propagação da variante delta do coronavírus na região.

Na semana passada, o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos publicou uma nota avisando sobre a aceleração dos voos de deportados, embora não tenha dado detalhes de quando eles vão acontecer.

Ao mesmo tempo em que o governo tenta acelerar o processo por conta do vírus, a variante delta atrapalha os intentos. Isso porque diversos voos que partiram nos últimos dias, principalmente para a América Central, seguiram com metade da ocupação esperada, justamente por causa dos testes positivos, como cita o The New York Post.

Quem é deportado

Segundo o DHS, “os EUA envidam os melhores esforços em fornecer asilo e outras vias de migração legal aos migrantes latinos, no entanto aqueles que não buscam proteção ou que não têm base legal para permanecer no país serão imediatamente devolvidos ao seu país de origem”.

As famílias detidas pela Alfândega e Proteção de Fronteiras são removidas por meio das Operações Aéreas de Imigração e Fiscalização da Alfândega dos EUA para seus países de origem, como Guatemala, El Salvador e Honduras. Voos para o Brasil devem acontecer.

“O processo de remoção acelerada é um meio legal de gerenciar a segurança nossa fronteira e é um passo em direção ao nosso objetivo mais amplo de realizar um processamento de imigração seguro e ordenado. Ao colocar em famílias de remoção acelerada que não podem ser expulsas de acordo com o Título 42, deixamos claro que aqueles que não se qualificam para permanecer nos Estados Unidos serão imediatamente removidos” diz o DHS.  

“A migração irregular para os Estados Unidos é perigosa e pode acarretar em consequências de imigração de longo prazo. A viagem é especialmente perigosa para famílias e crianças, incluindo adolescentes”, conclui o órgão.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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