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EUA propõe troca de processador do sistema de combustível do Boeing 737 MAX

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Mais uma modificação no Boeing 737 MAX pode estar vindo, e desta vez relacionada ao sistema de combustível do jato.

Imagem: Oleg V. Belyakov / CC BY-SA 3.0

Uma Diretriz de Aeronavegabilidade está sendo proposta pela FAA, órgão federal de aviação civil dos EUA. Ela não tem relação com o processo de recertificação do jato, que foi concluído no final do ano passado após quase dois anos de suspensão dos voos em decorrência de dois acidentes.

Inclusive a proposta se aplica apenas ao 737 MAX 8 e ao MAX 9, e não ao menor MAX 7 e o maior MAX 10. A modificação ainda será debatida antes de virar uma determinação oficial, que terá que ser adotada por todas as companhias aéreas americanas e demais empresas estrangeiras que operem em países que adotam as Diretrizes do país de fabricação da aeronave, como o Brasil.

Segundo revelou a FlightGlobal, hoje existe um problema com uma válvula de fechamento automático do tanque de combustível. Esta válvula é responsável por fechar o tanque quando ele está cheio, para evitar um abastecimento acima do nível permitido. Se ela falhar, deve surgir um aviso na cabine para alertar os pilotos, que avisam ao mecânico, que, por sua vez, pede para o “frentista” suspender imediatamente o abastecimento.

Porém, este sistema de aviso não está funcionando corretamente, segundo a FAA, por uma falha na regulagem, que ao invés de avisar quando o tanque está com uma certa quantidade de combustível, avisa quando está com uma quantidade superior e que seria acima do permitido pelo manual.

A proposta da FAA seria a troca de um processador do sistema de combustível da aeronave, que iria avisar no nível correto de limite do tanque. Inclusive a Boeing emitiu um aviso em 2 de junho do ano passado para as empresas aéreas, relatando a possível falha e como corrigi-la com a troca do processador, mas até então sendo apenas uma recomendação.

Não existe uma data definida para que esta nova Diretriz de Aeronavegabilidade seja publicada, assim como não foi divulgado quantas empresas já fizeram esta modificação depois que a Boeing as alertou no ano passado, quando o avião ainda estava proibido de voar por todo o globo.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A