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Europa chega ao consenso de que isolamento social em aviões não é a melhor saída

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Na quarta-feira (13), a Comissão Europeia chegou a uma decisão sobre o isolamento social a bordo de aviões, a qual estava sendo aguardada ansiosamente pelas empresas aéreas e poderia redefinir completamente o futuro do setor, pelo menos no curto prazo.

Mario Roberto Duran Ortiz (Mariordo) / CC BY (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0)
Foto de Mario Roberto Duran Ortiz via Wikimedia Commons

Segundo o órgão, sediado em Bruxelas, as companhias aéreas não terão obrigatoriedade de deixar assentos vazios em aviões, mas os passageiros que voam na União Européia terão que usar máscaras em todos os voos e aeroportos, conforme os novos planos para fomentar a indústria de viagens.

A decisão era aguardada com certa ansiedade por executivos do setor, que temiam o risco de ter que manter assentos vazios e, por consequência, aumentar muito os preços das passagens. Isso poderia ter um efeito contrário na recuperação das empresas, conforme disse a IATA num comunicado recente ao mercado.

A Comissão também disse que as companhias aéreas precisarão tomar ações para limitar os riscos de infecção, o que pode ser alcançado com filtros de ar HEPA (os mesmos usados em hospitais), equipamentos de proteção individual e limitadores de movimento.

Como exemplo dessas novas medidas, a Ryanair já disse na terça-feira que seus passageiros seriam solicitados a pedir permissão para usar os banheiros para evitar filas nos corredores dos aviões.

Empresas aéreas e aeroportos se movimentam para ajustes nas áreas comuns como o check-in, a entrega e a retirada de bagagem, que devem ser reorganizados para evitar multidões. As companhias aéreas também já foram aconselhadas pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) a verificar a temperatura dos passageiros, coletar dados pessoais para qualquer rastreamento de contato e limpar e desinfetar terminais e equipamentos.

Entre outros planos, o bloco europeu propôs que bilhetes para voos cancelados permaneçam válidos por pelo menos um ano e com proteção de seguro contra falências, para que as pessoas estejam mais dispostas a aceitá-los, em vez de exigir reembolso total. No entanto, a entidade se recusou a suspender a lei da UE que concede aos passageiros o direito ao reembolso total em dinheiro se um voo for cancelado.

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