Eurowings pode tomar lugar da Swiss em Genebra se aérea não obtiver lucro

O CEO da Swiss International Air Lines disse que não é impossível que as operações da companhia em Genebra sejam assumidas pela Eurowings, braço de baixo custo da Lufthansa, em 2019.




Em uma entrevista publicada na segunda-feira, Thomas Klühr disse que está “confiante” de que tal cenário não deve ocorrer, mas que isso depende da companhia aérea suíça ter lucro nas operações de Genebra no decorrer de 2018.

Atualmente, a Swiss é a segunda companhia aérea mais importante que opera em Genebra, e pretende consolidar sua posição neste hub reduzindo o número de destinos que oferece para 30, mas oferecendo vôos mais freqüentes, disse Klühr.

A Swiss faz parte do grupo Lufthansa, cuja subsidiária Eurowings já opera mais de 50 vôos do aeroporto de Genebra, principalmente para destinos europeus. No entanto, Klühr disse que a Swiss continua a ser uma das “armas mais lucrativas” do grupo Lufthansa.

A330 da Eurowings, subsidiária low-cost do Grupo Lufthansa.

Mais amplamente, Klühr também lamentou a atual estagnação da infra-estrutura aérea na Suíça, incluindo em Zurique, onde as possibilidades de crescimento futuro são limitadas.

Essa falta de infra-estrutura pode se tornar “um problema sério” em cinco a dez anos, disse ele, com os passageiros sendo forçados a mudar de aviões com mais freqüência para fazer voos de longa distância. Para ele, isso significa que a Suíça pode não se beneficiar tanto do crescimento global em viagens aéreas como outros países.

 
Informações pelo swissinfo.ch.
 

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é Editor-Chefe do AEROIN.