FAA emite nova recomendação de revisão do MCAS no Boeing 737 MAX

A Federal Aviation Administration (FAA) emitiu um comunicado quarta-feira (16) pedindo para que os operadores de aeronaves Boeing 737 MAX conduzam inspeções adicionais para o sistema de controle de voo automatizado da aeronave, o MCAS.

Segundo informou a Reuters, a nova diretriz torna obrigatórias as instruções que já haviam sido publicadas pela Boeing em dezembro, recomendando que os aviões com mais de 6.000 horas de voo passem por verificações específicas do sistema de controle.

Essas inspeções são adicionais ao processo de adaptação da aeronave e das capacitações extras das tripulações, as quais já são mandatórias e condições precedentes impostas pela FAA para que os jatos possam voar em território americano. O mesmo ocorre com a ANAC, no Brasil, que adotou os mesmos requisitos.

Quando liberou o MAX, a FAA já havia divulgado o Comunicado de Manutenção de Aeronavegabilidade para a Comunidade Internacional (CANIC) para destacar a importância dessas inspeções para outros reguladores internacionais e para operadoras fora dos Estados Unidos. A agência disse que a diretriz é necessária porque uma “possível falha latente de uma função do sistema de controle de voo” se combinada com “manobras de voo incomuns ou outra falha” pode resultar em uma redução na capacidade de controlar o avião.

A FAA informou que todos os operadores de aeronaves 737 MAX registrados nos Estados Unidos já incluíram essas inspeções em seus cronogramas de manutenção.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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