FedEx usará MD-11 em três voos especiais da China para o interior de São Paulo

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A gigante da carga aérea Federal Express, ou simplesmente FedEx, terá três operações especiais ao Brasil, fretadas para o transporte de equipamentos médicos provenientes da China para, certamente, apoiarem no combate à Covid-19. Os voos serão operados com o clássico MD-11.

A informações foram adicionadas na quarta-feira (27) ao registro de voos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Segundo elas, haverá três operações seguidas da FedEx ligando Guangzhou a Campinas, com duas escalas nos Estados Unidos.

Quais são esses voos?

Todas as três operações serão realizadas com aeronaves MD-11F ligando as cidades de Guangzhou a Campinas, com parada técnica em Anchorage, no Alasca, e em Miami, na Florida, antes de prosseguir sua viagem ao Brasil. No retorno, as aeronaves decolam direto para Memphis, a sede operacional da FedEx.

A chegada a Campinas acontece nos dias 3, 4 e 5 de junho. Os dois primeiros voos chegam ao Brasil à 1h da madrugada e decolam para Memphis às 3h15. O último voo tem horários de chegada e saída programados para 18h40 e 20h40, respectivamente. Os voos terão os números FDX9734, 9736 e 9735.

Essas operações acima serão realizadas em adição aos voos regulares que a FedEx já possui ao Brasil, operados com o Boeing 767-300F – no passado, esses mesmos voos eram realizados pelos MD-11F por muitos anos.

Companhias de carga na crise da Covid-19

Embora a crise trazida pela Covid-19 esteja causando um estrago nas empresas voltadas ao transporte aéreo de passageiros, as cargueiras veem um momento de pujança, crescimento de frota e aumentos de salários de suas equipes, que nunca trabalharam tanto como agora.

Para se ter uma ideia, tomamos o exemplo do maior avião de transporte do mundo, o Antonov 225, que nunca voou tanto como agora. Desde que saiu de um processo pesado de manutenção e passou a atuar em missões relacionadas com o transporte de cargas de EPIs e equipamentos da China para todo o mundo, o gigante avião de seis motores já bateu três vezes o recorde mundial de volume de carga transportada e quase não tem parado no solo.

Em épocas “normais”, o AN-225 costumava fazer apenas alguns voos por ano.

Além disso, com o crescimento do preço do frete, empresas puramente cargueiras, como a própria FedEx, a UPS, Western Global e outras, têm reativado aeronaves que já haviam sido dadas como aposentadas. Uma companhia do Reino Unido, a CargoLogicAir, foi ressuscitada pela pandemia e voltou a voar após ter declarado falência no final do ano passado.

Esses são os sinais dos tempos atuais.

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Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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