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Fim do MD-11 da Lufthansa no Brasil se aproxima, mas país não será mais o último a recebê-lo

Há algumas semanas, fizemos uma matéria em primeira mão que confirmava o fim das operações dos MD-11 da Lufthansa Cargo no Brasil nesse mês de dezembro. Assim, a partir de primeiro de janeiro, a alemã passará a voar com o Boeing 777-200F aos seus destinos brasileiros, uma aeronave que garante cerca de 15% a mais na capacidade de carga, mas, mais do que isso, permite mais voos diretos.

Menos carga na barriga, mais cargueiros

Durante uma conversa com a imprensa em 11 de dezembro, os executivos da Lufthansa fizeram uma retrospectiva desse ano desafiador, mas também falaram um pouco de futuro.

No lado da carga, o executivo Cleverton Vighy comentou sobre a intensificação das operações dos jatos puramente cargueiros em meio à pandemia, uma vez que os voos de passageiros diminuíram drasticamente – a Lufthansa Cargo se aproveita do porão desses aviões para distribuir a carga de seus clientes para todo o mundo, uma modalidade conhecida como “carga na barriga” (“belly cargo”)

Vighy também comentou que a empresa calcula triplicar a quantidade de gelo seco consumida atualmente, visando ao transporte das vacinas contra a Covid-19, já que algumas das quais requerem temperaturas ultrabaixas.

Fim do MD-11

Se a partir do primeiro dia de janeiro o Brasil deixará de ver os tradicionais trijatos MD-11F da empresa pousando em Campinas, Curitiba, Recife e Guarulhos, por outro lado esses não serão mais os destinos finais da aeronave. Outrora, a empresa esperava aposentá-los até o final desse ano, sendo que a rota ao Brasil seria a última da malha.

No entanto, como uma grande parte das aeronaves de passageiros segue parada, a empresa alemã estendeu a vida útil do MD-11. No entanto, a ideia é que ele não faça mais voos ultralongos e sim operações diretas a destinos “menos distantes” como, por exemplo, rotas na costa leste dos Estados Unidos e norte da África, como o Cairo.

Mas a vida deles na frota não deve se alongar muito mais. Nessa semana, a empresa removeu mais um MD-11, o de matrícula D-ALCB, ficando agora com apenas cinco.

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