Fim: South African Airways sucumbe à Covid-19 e de suas cinzas nascerá outra aérea

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Parece que a novela envolvendo o destino da South African Airways chegou a um capítulo final. Conforme nota publicada pelo ministério dos transportes da África do Sul no fim da sexta-feira (1), suas atividades são consideradas encerradas e agora sócios privados serão procurados para o estabelecimento de uma nova e lucrativa empresa aérea.

O governo sul-africano tentou salvar a South African Airways de todas as maneiras e o sindicato ainda faz pressão para que a Justiça impeça o fechamento da empresa. Mas parece que não há outro final possível senão aquele que já foi decretado pelo poder público.

Agora, os esforços governamentais estão sendo colocados na busca por criar uma nova e próspera companhia aérea nacional a partir das cinzas de sua falida transportadora estatal, tecnicamente insolvente e prestes a ser colocada em liquidação pelos administradores.

Em carta, publicada no Twitter, o governo da África do Sul diz que “tempos extraordinários requerem medidas extraordinárias” e que “isso pede um foco absoluto em ter uma empresa aérea competitiva internacionalmente, segura, de qualidade e viável financeiramente”. E complementa: “não será a antiga SAA, mas o começo de uma nova jornada com uma nova e estruturada empresa aérea, que será a orgulhosa porta-bandeira da África do Sul”. Leia o comunicado na íntegra abaixo.

A companhia ideal

Um substituto ideal para a South African Airways (SAA) teria proprietários públicos e privados, manteria as conexões comerciais do país e obteria lucro, informou o Departamento de Empresas Públicas no comunicado. O plano tem o apoio da força de trabalho de 4.700 funcionários da SAA, afirmou o Ministério.

“A antiga SAA está morta, não há dúvida sobre isso”, disse o Ministro de Empresas Públicas, Pravin Gordhan. “Mas o que tomará o seu lugar pode ser parte ou toda a antiga SAA e talvez outras companhias aéreas também”.

Os administradores da SAA estavam trabalhando em um plano de recuperação para a transportadora deficitária antes da crise da Covid-19 forçar o aterramento de todas as aeronaves. Eles começaram o processo de liquidação da companhia aérea no mês passado depois que o governo se recusou a fornecer um pacote de resgate e pediu a todos os funcionários que concordassem com as propostas de indenização.

Ainda não foram dados detalhes de como será executada a criação da nova empresa aérea sul-africana, mas novidades aparecerão nas próximas semanas.

Toda a indústria da aviação da África do Sul foi mergulhada em crise pela pandemia. A SA Express, parte do grupo SAA, foi colocada em liquidação provisória, enquanto a operadora de baixo custo Comair, que pertence à British Airways, disse que está vendendo ativos e conversando com os credores para suportar sua situação financeira precária. A FlySafair, outra transportadora low-cost, está pedindo que o estado renuncie às taxas.

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Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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