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Fitch vê aviação do Brasil se recuperando mais rápido do que pares latino-americanos

Aeroporto Guarulhos GRU Aiport
Imagem: Portal da Copa / CC BY 3.0 BR (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.en)

A Fitch Ratings, uma das três maiores agências de classificação de risco de crédito do mundo, divulgou uma análise em que anuncia a expectativa de uma recuperação mais lenta para o tráfego aéreo mundial. A agência também prevê uma queda na demanda de passageiros acima da média global na América Latina para o biênio 2020/2021.

A estimativa é que o tráfego em 2021 cairá mais de 30% em relação a 2019, ano de referência do estudo. Anteriormente, expectativa de queda era de aproximadamente 20%. O tráfego aéreo global não deverá retornar aos níveis de 2019 antes de 2024, mas o ritmo de recuperação é divergente entre as regiões do planeta. O resultado é reflexo do ainda elevado nível de infecções pelo novo coronavírus e pelas restrições para transporte aéreo impostas em muitos países.

Brasil em destaque

Na América Latina, a Fitch espera uma queda acima da média global, com exceção, do Brasil, que se recupera melhor que os vizinhos do continente.  Nessa região, as projeções indicam que 2020 terminará com uma retração de 75% na demanda por viagens aéreas, na comparação com 2019. Em 2021, haverá uma leve recuperação, mas ainda com queda total de 50% dos números do ano de referência.  

Os números da região só não são piores por causa do mercado doméstico brasileiro. A recuperação do Brasil é melhor do que o esperado, com o tráfego preliminar de setembro de 2020 para as duas maiores companhias do país caindo cerca de 50% no comparativo anual, melhor que empresas de outras nacionalidades. A Fitch prevê uma queda de aproximadamente 50% a 55% em 2020 e uma retração de 20% em 2021.

A agência também divulgou recentemente uma análise do Aeroporto de Internacional de Guarulhos (SP). Para a instituição, o terminal paulista retornará aos níveis operacionais de 2019 apenas em 2023. Apesar extenso, o prazo de recuperação do maior aeroporto do país terá uma recuperação melhor que a média global e, também, regional.