Flycana está acertando os últimos detalhes para começar a voar em 2020

Flycana
Concepção artística de um A320 com a logomarca da empresa

A companhia aérea start-up de baixo custo Flycana anunciou nessa semana que já tem quase toda a papelada em ordem para iniciar suas operações na República Dominicana nos próximos meses, reportou o El Nuevo Diario.

Por meio de um comunicado, Fred Jacobsen, presidente da empresa, disse que procurará fornecer as tarifas mais baixas do mercado em aeronaves modernas e com um serviço oportuno, focado na excelência operacional e segurança da aviação. “Estamos entusiasmados em saber que este serviço é esperado e necessário para o mercado dominicano, e temos certeza de que a Flycana será uma excelente alternativa para todas as pessoas que precisam viajar com tarifas acessíveis”, explicou.

Equipe de peso

O colombiano Fred Jacobsen sabe como fazer as coisas acontecerem, além de presidente da Flycana, ele é um dos co-fundadores da VivaColombia. O executivo se espelha em outras low-cost latino-americanas, como a própria empresa que ele ajudou a fundar e que abriu o mercado da Colômbia a pessoas não-bancarizadas, que pagam somente em dinheiro e tem seus bilhetes impressos em farmácias ou supermercados.

Junto com ele, Mike Powel, presidente do Conselho de Administração da Flycana e empresário aeronáutico da WizzAir e da Flybondi, ambas companhias aéreas de baixo custo, além de e Víctor Pacheco Méndez, empresário reconhecido no país centro-americano.

Início em 2020 e crescimento de frota

Segundo seu plano de negócios, a Flycana projeta que entre abril e julho de 2020 começará a vender passagens para seus primeiros voos internacionais de baixo custo ligando Santo Domingo e os Estados Unidos. As rotas iniciais serão Nova York , Miami , Washington e região do Caribe, operadas inicialmente com três aviões Airbus A320.

Em seguida, a empresa inciará um plano de crescimento para alcançar até 28 aeronaves até 2025. O modelo de operação será no modelo pay-to-use:

“O passageiro paga pelos serviços de que precisa. Partindo de uma tarifa básica, se ele carrega uma mala, paga por uma e quem quer levar três, paga por três. Além disso, como são operações online, não há comissões porque as passagens não são tratadas por agências de viagens e o número de funcionários por avião é muito mais baixo do que em operações de linhas aéreas tradicionais”, disse o Jacobsen.

No modelo de negócios, a companhia promete passagens para Nova Iorque a partir de $49 dólares (R$200), sem taxas e impostos.

Voos para o Brasil estão no radar

A Flycana está convencida de que a República Dominicana exige uma companhia aérea de baixo custo para integrar a região e, com isso em mente, seu projeto gerará mais de 2.000 empregos diretos. A empresa é o resultado da transformação da Dominican Wings, uma empresa que possui apenas um avião A320 e era focada em fretamentos ao paraíso caribenho de Punta Cana.

Em seu vídeo institucional, lançado no fim do ano passado (assista abaixo), a companhia destaca que já tem autorização para voar para o Canadá, Estados Unidos e países da América do Sul. Um mapa surgiu nas redes sociais apontando que a companhia iria deseja operar para Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo a partir do seu hub na República Dominicana.

A República Dominicana, sobretudo a sua região de Punta Cana, se tornou um dos destinos preferidos dos brasileiros no Caribe, por seus custos acessíveis e o lançamento de rotas do Brasil para lá.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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