Flycana segue na ambição de ser a principal aérea do Caribe e voar ao Brasil

Fotomontagem Flycana – Divulgação

Desde 2018, a companhia aérea start-up de baixo custo Flycana tem se preparado para estrear nos céus caribenhos a partir de seu hub operacional em Punta Cana. No final do ano passado, a companhia dizia ter quase toda a papelada em ordem para iniciar suas operações em breve, mas então veio a Covid.

Nessa semana, o portal turístico Arecoa teve a chance de falar com Fred Jacobsen, presidente da empresa, para entender se os planos ambiciosos seguem de pé, o que ele, felizmente, confirmou. Jacobsen disse que, segundo novo planejamento, ele espera que a Flycana tenha sua estrutura de financiamento definida até o final de 2020 para, então, alçar voos no segundo trimestre de 2021, um ano após o esperado originalmente.

Recordemo-nos que para obter o capital de que necessitava, ele contratou um banco de investimento em Nova Iorque que previa concluir o processo em fevereiro de 2020 por um valor de 80 milhões de dólares, os quais serviriam para financiar a companhia aérea nos primeiros 5 anos, com 7 aeronaves de início e projeções de um crescimento chegando a 32 até 2025.

Ele acredita muito no potencial do projeto e na transformação do aeroporto internacional Las Americas num hub caribenho.

“A República Dominicana é o principal mercado de transporte aéreo do Caribe e o país está estrategicamente localizado para desenvolver o maior hub da região. Além disso, combina uma forte vocação para o turismo que se alia a um tráfego dominicano, que exige transporte de baixo custo para se conectar com a região”, enfatizou Jacobsen ao Arecoa.

Voos ao Brasil no radar

Segundo o executivo, a Flycana está convencida de que a República Dominicana exige uma companhia aérea de baixo custo para integrar a região e, com isso em mente, seu projeto gerará mais de 2.000 empregos diretos. A empresa é o resultado da transformação da Dominican Wings, uma empresa que possui apenas um avião A320 e era focada em fretamentos ao paraíso caribenho de Punta Cana.

Em seu vídeo institucional, lançado no fim do ano passado (assista abaixo), a companhia destaca que já tem autorização para voar para o Canadá, Estados Unidos e países da América do Sul. Um mapa surgiu nas redes sociais apontando que a companhia iria deseja operar para Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo a partir do seu hub dominicano. Segundo Jacobsen disse ao Arecoa, seus planos de conectar os principais destinos americanos permanecem.

A estratégia da empresa é fornecer as tarifas mais baixas do mercado em aeronaves modernas e com um serviço oportuno, focado na excelência operacional e segurança da aviação. “Estamos entusiasmados em saber que este serviço é esperado e necessário para o mercado dominicano, e temos certeza de que a Flycana será uma excelente alternativa para todas as pessoas que precisam viajar com tarifas acessíveis”, explicou Jacobsen numa entrevista passada.

Equipe de peso

O colombiano Fred Jacobsen sabe como fazer as coisas acontecerem, além de presidente da Flycana, ele é um dos co-fundadores da VivaColombia. O executivo se espelha em outras low-cost latino-americanas, como a própria empresa que ele ajudou a fundar e que abriu o mercado da Colômbia a pessoas não-bancarizadas, que pagam somente em dinheiro e tem seus bilhetes impressos em farmácias ou supermercados.

Junto com ele, Mike Powel, presidente do Conselho de Administração da Flycana e empresário aeronáutico da WizzAir e da Flybondi, ambas companhias aéreas de baixo custo, além de e Víctor Pacheco Méndez, empresário reconhecido no país centro-americano.

“O passageiro paga pelos serviços de que precisa. Partindo de uma tarifa básica, se ele carrega uma mala, paga por uma e quem quer levar três, paga por três. Além disso, como são operações online, não há comissões porque as passagens não são tratadas por agências de viagens e o número de funcionários por avião é muito mais baixo do que em operações de linhas aéreas tradicionais”, disse o Jacobsen.

No modelo de negócios, a companhia promete passagens para Nova Iorque a partir de $49 dólares (R$200), sem taxas e impostos.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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