Fokker 50 está perto de desaparecer na Europa com fechamento de empresa da KLM

Foto de Jonas Evrard via Air Antwerp

Na última sexta-feira (11), veio à público as informações sobre o encerramento das operações da companhia aérea belga Air Antwerp, fundada em 2019 pela CityJet e KLM para substituir a VLM Airlines (fechada em 2018), e com sua capacidade totalmente gerenciada pela empresa holandesa desde maio desse ano.

Por meio de comunicado divulgado em suas redes sociais, a empresa confirmou que encerrou suas atividades e encerrou o vínculo empregatício com seus nove colaboradores diretos, reportou o Aviacionline.

Antes da pandemia, a empresa operava entre Antuérpia e o Aeroporto London City com três voos diários. A perspectiva de que as viagens de negócios, sua principal fonte de passageiros, seja um dos últimos segmentos a se recuperar a obrigou a fechar.

A empresa operou voos comerciais regulares até março de 2020, quando estourou a pandemia, mas posteriormente realizou operações de fretamento, sendo a última em 7 de maio de 2021.

A rota entre Antuérpia e Londres foi um voo claramente utilizada por viajantes de negócios, principalmente porque a cidade belga abriga o maior centro logístico de diamantes do mundo e várias empresas que se dedicam a este precioso minério aí se encontram, fazendo a ligação dos diamantes mais do que o necessária com um dos polos financeiros globais que é Londres.

Com a saída da Air Antwerp, o aeroporto de Antuérpia terá apenas voos regulares da TUIfly Belgium, embora com foco no segmento de viagens de lazer.

A empresa Tinha em sua frota apenas um Fokker 50, registrado como OO-VLS e incorporado sob arrendamento da empresa sueca Amapola Flyg, que possui oito dessas aeronaves na versão cargueiro e cinco para passageiros, operando apenas entre Suécia e Finlândia, portanto, o resto da Europa se despede do Fokker 50, uma aeronave emblemática que voou em mais de 20 companhias aéreas no Velho Continente.

As informações sobre quantos Fokker 50 estão operando no mundo são bastante confusas, com a maioria de seus operadores localizados na África e na Ásia. Estima-se que apenas 40 aeronaves permaneçam em serviços comerciais e militares, de acordo com o Planespotters.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

Veja outras histórias