Frota, funcionários, subsidiárias e bases: um novo e forte ajuste no Grupo Lufthansa

A Lufthansa anunciou uma nova etapa em seu processo de restruturação, que também virá com grandes movimentações. A empresa observa uma recuperação das reservas de passagens, com projeção de aumento de 30% para junho, 45% para junho e 55% para agosto, o que levaria o grupo a operar, em 2021, a 40% da capacidade total das operações realizadas em 2019.

E, assim como as demais operadoras europeias, o grupo tomou medidas drásticas para começar a mitigar o impacto econômico desses quase dois anos de crise, como mostram as informações a seguir, obtidas pelo Aviacionline durante a apresentação de resultados da companhia.

O novo programa de reestruturação do Grupo Lufthansa visa economizar € 3,5 bilhões até 2024, e metade dessa redução de custos deve ser concluída até o final deste ano. A empresa indicou que os três pilares dessas melhorias serão: redução de pessoal, simplificação das operações e modernização e padronização da frota.

O primeiro pilar representará uma economia de 1,8 bilhões de euros a partir de 2023, e cerca de metade da redução já foi alcançada com a redução de cerca de 26 mil funcionários desde o início da crise. No entanto, não parece suficiente: por meio de uma combinação de acordos coletivos, aposentadorias voluntárias e dispensas, a empresa busca reduzir mais 10.000 vagas.

Em relação à simplificação das operações, o grupo vai encerrar a SunExpress Deutschland, descontinuar as operações da Germanwings (a empresa já havia encerrado voos próprios, mas o seu pessoal e frota operavam em regime de wet leasing para a Eurowings), além de cortar mais bases de operações. 

Outras medidas terão como objetivo otimizar os serviços e sistemas de manutenção, renegociar contratos e reduzir os serviços de consultoria externa.

Do lado da frota, o grupo aposentará um total de 150 aeronaves até 2023 (650 aeronaves contra as 800 que tinha em 2019), e verá um crescimento moderado da frota a partir de 2024.

A empresa retirará definitivamente 7 modelos de sua frota de passageiros de longo curso e consolidará as operações em 6 aeronaves: Boeing 747-8, 777-9, 777-300, 787-9 e Airbus A330-300 e A350-900.

A medida implica a retirada definitiva dos Airbus A380, A340-300 e -600 e A330-200, bem como dos Boeing 747-400, 777-200 e 767-300. Por sua vez, as operações da Lufthansa Cargo serão simplificadas no Boeing 777F, retirando o trijet MD-11F do serviço ativo.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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