Fuga de cinema de Carlos Ghosn pode levar pilotos e comissárias para o xadrez

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Promotores turcos acusaram formalmente quatro pilotos, duas comissárias de bordo e o representante de uma empresa aérea por ajudarem na fuga de Carlos Ghosn de Osaka, Japão, para Beirute, no Líbano, via Istambul, no final do ano passado. O brasileiro, ex-executivo da Nissan, fugiu do Japão após alegações de má conduta financeira. Ele nega, ao passo em que chama o sistema de justiça do Japão de “manipulado” e diz que estava sendo mantido “refém”.

Os pilotos e o executivo foram acusados de “contrabando de migrantes”, enquanto a tripulação da cabine enfrenta acusações de não relatar um crime, de acordo com a Agência Anadolu.

Como relatado anteriormente, no início de janeiro a empresa comercial turca MNG Jet alegou que o ex-presidente da Nissan havia usado duas de suas aeronaves ilegalmente durante sua fuga dramática de 29 de dezembro, uma para cada trecho da viagem. A empresa alegou que um funcionário falsificou registros para excluir o nome de Ghosn dos documentos, e apresentou uma queixa criminal por causa do incidente.

Os promotores já concluíram uma acusação contra os sete, embora os detalhes não tenham sido disponibilizados, mas deixaram claro que uma data para julgamento ainda será definida assim que um tribunal no distrito de Bakırköy, em Istambul, aceitar formalmente o relatório com a acusação.

Os detalhes precisos da fuga ainda não estão claros, mas a Nippon Television Network informou que Ghosn pegou um trem-bala para Tóquio saindo de Osaka. Ele mais tarde embarcou em um avião Bombardier Challenger 650 (o mesmo da foto acima), com destino a Beirute, onde chegou antes do amanhecer de 30 de dezembro.

A polícia turca deteve os suspeitos em 2 de janeiro. O funcionário da empresa e os pilotos permanecem sob custódia, mas as comissárias de bordo foram liberadas após interrogatório. Todos os suspeitos foram identificados apenas pelas iniciais.

Enquanto isso, promotores no Japão emitiram mandados de prisão para Ghosn e três americanos que eles alegam ter colaborado na fuga. O Japão não tem tratado de extradição com o Líbano e o país do Oriente Médio já disse que não entregará Ghosn.

Ou seja, quem está mais próximo de ver o sol nascer quadrado são os pilotos e as comissárias.

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Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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