Globalia diz que, se o Governo ajudar, abrirá uma empresa aérea low-cost no Brasil

jet cloud landing aircraft
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O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, se reuniu no sábado (8/5), em Punta Cana (República Dominicana), com o presidente da Globalia Corporacion Empresarial, Juan José Hidalgo. Durante o encontro, Machado Neto debateu parcerias e possibilidades de fazer a promoção do Brasil pelas agências do grupo espanhol, que está presente em mais de 20 países e conta com milhares de empregados em serviços de todos os segmentos do turismo.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, destacou o potencial do país e reforçou a grande oportunidade para a abertura de uma nova companhia aérea em território nacional. “Há um mês, o Brasil privatizou 22 aeroportos com um sobre ágio de 18 vezes o valor que foi pedido no início. Temos uma capacidade muito grande e teremos uma retomada muito forte no turismo”, disse.

O presidente da Embratur, Carlos Brito, ratificou a importância do investimento para promoção do Brasil e a condição de o país ser um protagonista no pós-pandemia. “Temos turismo para agradar todos os tipos de visitantes e temos certeza de que as parcerias com outros países nos deixarão ainda mais preparados”, disse.

Empresa aérea

Para Juan José “Pepe” Hidalgo, presidente da Globalia, não existe outro país na América Latina com mais força para a atração de turistas estrangeiros do que o Brasil e salientou a relevância de promoção dos destinos brasileiros não somente na Espanha, mas em toda a Europa.

Para Pepe, se houver apoio do governo brasileiro, o grupo trabalhará para levar uma empresa aérea para voar no país. “Se conseguirem ajudar-nos a criar uma empresa de baixo custo, eu terei uma nova companhia aérea forte no Brasil”, afirmou.

Basicamente, o que Hidalgo pede é apoio financeiro e, eventualmente, subsídios. No entanto, se ajudar a Globalia, o governo brasileiro poderá se ver pressionado pelas demais empresas aéreas a também fornecer subsídios. A menos que uma atitude prove o contrário, o histórico demonstra que o governo não tem grande apetite por ajudar as empresas aéreas com apoio financeiro, haja vista a morosidade para oferecer algum apoio às aéreas durante o momento mais duro da pandemia.

A Globalia, dona da Air Europa até que sua venda ao IAG seja efetivada, foi a primeira empresa estrangeira a manifestar interesse em abrir uma companhia aérea no Brasil em maio de 2019. No entanto, o plano não avançou por conta de uma crise financeira, da negociação com o IAG e da pandemia do Coronavírus.

Conta com informações da Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo (adaptado e com inclusões do AEROIN).

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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