Gol suspende nove destinos domésticos em abril

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Com uma frota padronizada, composta apenas por jatos do modelo Boeing 737, e uma operação focada no mercado doméstico, a GOL possui flexibilidade para ajustar sua capacidade aos cenários econômicos. Na pandemia, isso tornou-se evidente e a empresa foi capaz de antecipar algumas devoluções, enquanto renegociava seus contratos com locadores de aeronaves.

Em nota ao mercado, a empresa comentou que, nos últimos 12 meses, renegociou contratos de arrendamento para obter reduções nos valores atuais e futuros, além de converter alguns pagamentos de mensais fixos para variáveis, na modalidade power-by-the-hour, ou seja, baseado na utilização das aeronaves. Naturalmente, esse movimento trouxe cortes importantes nos custos da empresa no curto prazo e redução no endividamento em dólares.

17 + 34 jatos

Do início da crise, em março de 2020, até agora, a Gol terá diminuído sua frota em 17 aeronaves arrendadas, bem como reduzido em 34 aviões os recebimentos para o período de 2020-2022. No mês de março de 2021, a empresa tinha uma frota de 127 Boeings 737, sendo 8 737-MAX. Metade dessas aeronaves está operacional atualmente.

Com 63 aeronaves na malha, as operações aéreas diárias reduziram 31% sobre fevereiro de 2021 e foram equivalentes a 48% em decolagens e 52% ASKs do realizado em março de 2020.

Durante o mês de março, a Gol adequou frequências à menor demanda de seus hubs de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Salvador. Atualmente, a companhia está operando 83% das suas rotas domésticas, uma redução de 15% em relação a fevereiro desse ano. Ainda em março, a Gol foi a primeira aérea brasileira a receber da ANAC a certificação com desempenho de atrito no pavimento novo da pista do aeroporto de Congonhas. Com isso, a companhia pode operar em dias de chuva tanto as aeronaves NG quanto os MAX, com menos restrições nesse aeroporto.

Para abril

Para abril, a empresa espera operar 50 aeronaves a fim de melhor gerenciar sua capacidade e custos, frente à baixa demanda. Além disso, a companhia está reduzindo sua oferta para cerca de 200 voos diários. É pouco, mas é um número cinco vezes maior do que a malha essencial estabelecida no começo da pandemia, em abril de 2020.

Por conta disso, a empresa suspenderá temporariamente as operações nas bases de Caldas Novas, Campina Grande, Caxias do Sul, Dourados, Jericoacoara, Londrina, Montes Claros, Sinop e Uberlândia.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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