Golpista chinesa ganha US$ 420 mil reservando 900 voos nos quais nunca embarcou

No último dia 10 de junho, foi divulgado pela polícia de Nanjing, na China, que uma mulher foi presa por golpe ao explorar a tendência chinesa de atrasos nos voos e falhas no sistema de empresas de seguro de viagens aéreas no país.

Imagem: foto de Timatrrio via Wikimedia Commons.

A mulher de 45 anos, de sobrenome Li, reservou mais de 900 voos entre 2015 e 2019. Acontece que ela não pretendia ir a lugar algum, mas sim, contar com o atraso dos voos para ganhar dinheiro com o seguro de viagem, segundo o Shanghaiist.

Como funcionava o esquema

Antes de fazer a reserva e contratar o seguro, Li analisava as condições meteorológicas locais e pesquisava os voos com maior probabilidade de atraso, segundo a malha das empresas aéreas (voos com mais escalas tinham mais chance de atrasar).

Além disso, o periódico chinês The Paper, destacou que ela possuía experiência em serviços de aviação e tinha meios de obter antecipadamente informações sobre cancelamentos ou atrasos de voos, e desta forma podia escolher os voos com taxas de atraso mais altas.

Após a definição do voo, usando o próprio nome, bem como os nomes de seus amigos e familiares, a fim de não chamar a atenção, ela reservava o voo e contratava o seguro.

Quando o voo atrasava, ela reclamava o valor do sinistro e, por falhas internas, as seguradoras não confirmavam se a reserva existia um havia sido cancelada, e ela acabava recebendo o dinheiro. sem nunca ter embarcado na aeronave, Nos mais de 900 voos em que agiu desta forma, a chinesa faturou 3 milhões de yuans (US$ 423.000) com o golpe, segundo o One Mile at a Time.

A casa caiu

No final, seu esquema acabou chamando a atenção das autoridades que finalmente entenderam o que ela estava fazendo, até que a polícia de Nanjing informou que a estelionatária havia sido presa e acusada de fraude, de acordo com o Shanghaiist.

De acordo com o One Mile at a Time, aparentemente algumas empresas de seguros de viagem chinesas atualizaram suas políticas para que algo assim não possa acontecer novamente, incluindo disposições que evidenciem que o voo realmente tenha sido realizado pelo reclamante, para que a compensação seja paga.

Rodnei Diniz
Engenheiro aeronáutico e mecânico, atuante em gestão de manutenção aeronáutica, aviação geral, executiva e comercial. Atento aos detalhes, gosta de ler e escrever sobre a história da aviação.

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