Há 14 anos no prejuízo, aérea PIA diz estar no caminho do sucesso

PIA AP-BGY 14-5-2019

O Ministro Federal de Aviação paquistanês, Ghulam Sarwar Khan, afirmou que a companhia aérea internacional do Paquistão (PIA) está pronta para retomar o caminho do sucesso e acrescentou que o governo fez um esforço muito grande e acelerado para transformar a empresa em uma organização rentável e eficiente, disse em entrevista ao UrduPoint.

Ele também afirmou que quatro aviões que estavam parados foram reativados usando recursos próprios do caixa da empresa estatal, o que refletiu num custo de 3 milhões de dólares. Respondendo a uma pergunta do veículo sobre o plano para a frota, o ministro afirmou que a frota de 31 aviões será aumentada para 45, e que novas aeronaves chegarão até dezembro, embora não tenha detalhado quais os modelos.

A PIA está há 14 anos no prejuízo

O Ministro também afirmou que as perdas da PIA estão continuamente decrescendo (apesar do quadro abaixo não mostrar bem isso) com os esforços da administração da empresa. Culpando governos passados, o político indicou que um número muito grande de pessoas foi contratado com base política, o que colocou uma uma carga extra sobre a empresa. no quadro abaixo, é possivel observar, a partir de um levantamento setorial, tanto o prejuízo ano a ano da empresa, quanto a quantidade exagerada de funcionários que possuo, considerando uma frota de apenas 31 aviões.

Ele disse que uma das estratégias é colocar aviões mais modernos em rotas mais rentáveis, para não apenas gerir a empresa de forma sustentável, mas também impulsionar o turismo no país. Segundo o Sr. Khan, todas as rotas rentáveis foram entregues a companhias aéreas estrangeiras por governos passados, contra o interesse do país. Como exemplo, ele cita o fato de ter perdido espaço para empresas como Emirates no transporte de peregrinos do Hajj – a peregrinação anual dos muçulmanos a Meca.

Voos “decolando” sem passageiros

Recentemente, a Pakistan International Airlines (PIA) teve de reconhecer uma enorme perda devido a 46 vôos operarem a partir de Islamabad sem passageiros. A fraude foi apontada em um relatório de auditoria, que revelou haver cerca de 36 outros, com destino ao Reino da Arábia Saudita durante a peregrinação anual (Hajj), que partiram sem uma única alma a bordo.

Devido a isso, a PIA sofreu uma perda enorme que, segundo a estimativa, chega a US$ 1,5 milhão. Os auditores também concluíram que, na época (entre 2016 e 2017), nenhum gerente operacional ou seus superiores demonstraram preocupação com o fato, e o assunto não foi escalado internamente na empresa para que se evitassem as perdas.

Carlos Ferreira

É profissional de marketing e pesquisador de temas relacionados à aviação há quase duas décadas. Leva a câmera fotográfica para onde vai e faz mais fotos de aviões do que dos passeios. Responsável pela linha editorial da revista eletrônica AEROIN.net.