Hacker invade sistema de escola de voo e ‘libera’ para voar aviões que estavam em manutenção

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Foto de Airam Vargas via Pexels.com

Uma situação altamente preocupante foi registrada nos Estados Unidos, após uma escola de aviação ter sido “hackeada” e seu sistema que registra as condições de voo das aeronaves ter sido alterado. Segundo informou o noticiário Vice, que acessou detalhes de um processo judicial, a invasora supostamente liberou para voar os aviões com problemas de manutenção.

A invasão foi atribuída a uma jovem de 26 anos, que trabalhava para a escola de treinamento de voo, localizada em Melbourne, na Flórida, mas que renunciou ao seu cargo no final de novembro de 2019, após a empresa demitir seu pai.

Meses depois, ela teria “hackeado” os sistemas de sua ex-empresa, excluindo e alterando registros, em uma aparente tentativa de se vingar de seu ex-empregador, de acordo com registros judiciais obtidos pelo jornal. Em alguns casos, aviões que antes tinham problemas de manutenção foram liberados para voar.

Como o caso veio à tona

A suspeita nasceu quando Derek Fallon, CEO da Melbourne Flight Training, ligou para a polícia em 17 de janeiro de 2020 e relatou que, cinco dias antes, ele acessou sua conta do Flight Circle, um aplicativo que sua empresa usa para gerenciar e monitorar seus aviões, e descobriu que faltavam informações.

Fallon descobriu que alguém havia removido registros relacionados a aviões com problemas de manutenção e lembretes de inspeções foram todos excluídos, “significando que aeronaves que podem não ser seguras para voar foram propositalmente feitas aeronavegáveis”.

“Entre o momento em que os dados foram alterados e corrigidos, era uma situação que poderia colocar vidas humanas em perigo”, disse Fallon em uma declaração juramentada. Fallon então suspendeu todos os voos. 

Cinco dias depois, ele chamou a polícia e acusou o pai demitido e sua filha de estarem por trás do hack, de acordo com o documento.

Os investigadores da polícia obtiveram o endereço IP usado para acessar o sistema e descobriram que pertencia à jovem. O pai negou ter conhecimento dos eventos e tentou defender a filha, que está sendo acusada de uso fraudulento de um computador e acesso não autorizado a um sistema de computador ou rede.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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