História do Boeing 777 na Delta já tem os dias contados para acabar

A Delta Airlines confirmou na sexta-feira (9) a data do derradeiro voo de um Boeing 777 da companhia. Será em 31 de outubro o dia que marcará o fim do modelo na empresa norte-americana, que passa a priorizar aeronaves mais modernas e econômicas em sua frota. Em sua história, a Delta teve 18 aeronaves do modelo 777-200.

Voos especiais

A companhia dos Estados Unidos programou dois voos especiais para marcar a despedida do widebody bimotor e permitir a despedida dos fãs.

O penúltimo voo DL8787 decola do Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta, a casa da Delta, e segue para o Aeroporto Internacional de Los Angeles, no dia 30 de outubro. O derradeiro, DL8807, será na manhã seguinte, partindo do Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, também com destino à Califórnia.

A companhia anunciou em maio deste ano que iria encerrar as operações de todos os Boeings 777 com a marca Delta até o fim de 2020. A forte queda da demanda global de passageiros provocada pela pandemia de COVID-19 motivou tal plano.

O primeiro B777-200 a ser operado pela Delta começou a voar em 1999 e os aviões logo se tornaram uma das principais aeronaves da companhia para voos internacionais. Em 2008, a empresa adquiriu 10 exemplares da variante 777-200LR, com mais autonomia de voo e adequado para rotas mais longas. Contudo, a companhia nunca investiu nos B777-300 ou variantes do B777X, mais modernos e maiores.

De acordo com informações da revista norte-americana Airways Magazine, a Delta adotou o Airbus A350-900 como modelo substituto para os voos de longo curso. O modelo da fabricante francesa é mais econômico, pois queima 21% menos combustível por assento que a aeronave atual da Boeing. Atualmente, a Delta possui 15 A350 na frota e outros 10 encomendados para a Airbus.

O B777 é o terceiro modelo aposentado pela Delta nos últimos meses. A companhia também não opera mais com o Boeing 737-700, após 12 anos de serviços, e com o MD88. Mais modelos serão aposentados no futuro, como o Boeing 767 mais antigos e os Boeing 717.

Delta A350 – Divulgação
Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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