Histórico: Ponte Aérea completa 60 anos

Lockheed L.188 PP-VJP Electra II (divulgação Varig).

Nessa sexta-feira (5/7), a ligação aérea entre as duas cidades mais populosas do País, São Paulo e Rio de Janeiro, completa 60 anos de atividades ininterruptas. Os grandes protagonistas dessa história são os aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), administrados pela Infraero desde os anos de 1980, cuja conexão por ar figura entre as quatro mais movimentadas do planeta.

Símbolos de tempos de glamour, boemia, ou negócios, os terminais carioca e paulista dão, hoje, lugar ao vai-e-vem dos mais de 26,5 mil passageiros diários da Ponte Aérea, sem mencionar aqueles com destino a outras localidades. Milhões de pessoas a cada ano, que se encantam pela conveniência e beleza na chegada ao centro do Rio, com vista para o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara, ou a São Paulo, cujo paliteiro de prédios e grande movimento de carros, observados da janelinha, antecipam o frenesi da cidade, a poucos quilômetros do aeroporto.

Confira detalhes dessa história no material produzido pela Infraero.    

A Ponte Aérea começou com um acordo firmado entre as principais companhias aéreas brasileiras, que ofereciam várias frequências diárias entre os aeroportos Santos Dumont e Congonhas em São Paulo.

Criada em 5 de julho de 1959 pela Varig, Cruzeiro do Sul e VASP, operam atualmente no trecho LATAM e Gol (a Avianca operou até cessar operações, mas os slots ainda não foram repassados), com mais de 120 voos diários partindo das duas cidades, em média a cada 15 minutos, entre 6h10 até por volta das 21h30.

Esses voos não eram regulares e muitas vezes saíam quase juntos, com um ou outro lotado ou vazio. Foi quando Varig, Vasp e Cruzeiro se juntaram e começaram a voar entre Rio e São Paulo com voos escalonados alternadamente a cada 60 minutos, aceitando-se entre si os seus bilhetes, ou seja, você poderia comprar uma passagem da VASP e viajar com um avião da Cruzeiro. Na década de 70 e 80 isso ficou mais evidente, quando o único tipo de avião a voar na ponte foi o Electra da Varig.

Foi na década de 90, quando a TAM, que estava fora desse acordo, resolveu criar sua própria ponte, que a coisa começou a mudar. Com essa nova concorrência, a VASP, que já não tinha tanto interesse assim no acordo, resolveu sair. Aí, sem muito alarde, a verdadeira ponte aérea, aquela que você comprava um bilhete por uma companhia e poderia viajar com avião de outra, acabou.

Hoje em dia o termo “ponte aérea” é usado simplesmente para designar a rota Rio-São Paulo, sendo esta a quinta rota aérea mais movimentada do mundo em número de voos.

Entre 1975 e 1991, o serviço foi operado exclusivamente pelos quadrimotores turboélice Lockheed L-188 Electra pertencentes à Varig, que se notabilizaram pelos altos índices de segurança e disponibilidade apresentados durante todos esses anos. O último voo do lendário avião na rota, em janeiro de 1992, foi motivo de cobertura jornalística pelos principais meios de comunicação da época.

Assessoria de Imprensa – Infraero  / Apoio de informações da Wikipedia

Carlos Ferreira

É profissional de marketing e pesquisador de temas relacionados à aviação há quase duas décadas. Leva a câmera fotográfica para onde vai e faz mais fotos de aviões do que dos passeios. Responsável pela linha editorial da revista eletrônica AEROIN.net.