Grupo de hotéis decide resolver a falta de voos da crise por conta própria

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Um grupo de hotéis de um dos mais famosos destinos turísticos europeus decidiu que vai resolver por conta própria a falta de voos, que se instala no mundo em função da crise e da provável falência de diversas empresas aéreas nos próximos meses e anos.

Os hoteleiros de Tenerife planejam iniciar sua própria companhia aérea para garantir um fluxo contínuo de turistas para as Ilhas Canárias após a pandemia de Covid-19.

Segundo informações do ch-aviation, uma aeronave da família Airbus A320 foi adquirida da companhia Atlantic Airways, das Ilhas Faroe, e os voos devem começar no próximo inverno.

Avião Airbus A320neo Atlantic Airways
A320neo da Atlantic Airways – Imagem: Airbus

O grupo de mais de uma dúzia de empresários das ilhas espanholas disse, em comunicado divulgado no site da associação hoteleira local (Ashotel), que teve o conselho aeronáutico permanente da One Airways, que será a operadora aérea do projeto.

A One Airways também divulgou uma declaração dizendo: “Confirmamos que, no momento, continuamos trabalhando de acordo com nosso plano estratégico de desenvolvimento nas Ilhas Canárias, como companhia aérea espanhola e nas Canárias, e que estamos registrados na Zona Especial das Ilhas Canárias e em total harmonia com a publicação feita hoje pela Ashotel.”

O presidente da associação, Jorge Marichal, disse ao canal de notícias local Canarian Weekly que a ideia é “trazer turistas de qualquer lugar. Quem quiser vir, terá os meios para fazê-lo”.

Segundo o presidente, uma crise como essa teve que surgir para se fazer perceber que o turismo do local precisa ser independente. “Muitas companhias aéreas estão prestes a falir. O que faremos se os turistas não vierem? Acho que está na hora, além do mais, acho que não há melhor hora. Existem aviões parados que as companhias aéreas querem vender, o petróleo está barato e criaremos empregos porque há muitos pilotos, comissários de bordo e pessoal de terra desempregados.”

Antes mesmo da crise dos coronavírus, Marichal disse que uma mudança no modelo tradicional havia começado no turismo internacional e que as operadoras de turismo parecem “destinadas a desaparecer como os dinossauros desapareceram há milhões de anos”.

Isso porque ele acredita que é hora de um modelo mais flexível, rápido e barato, que coloca o cliente de volta ao centro, já que agora o próprio viajante “pode organizar suas férias com um telefone celular em um mundo de serviços de vendas completamente virtuais”.

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Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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