IATA confirma que 2020 foi o pior ano da história da aviação

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A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) oficializou na terça-feira (3), que o ano passo foi, de fato, o pior período já registrado de toda aviação mundial. Os dados foram divulgados da publicação IATA World Air Transport Statistics (WATS) com números que demonstram os efeitos devastadores da crise COVID-19 sobre o transporte aéreo global.

De acordo com a IATA, 1,8 bilhões de passageiros voaram em 2020, uma redução de 60,2% em comparação aos 4,5 bilhões que voaram em 2019. A procura por viagens aéreas em todo o mundo, medida em receita por passageiro-quilômetro (RPK), caiu 65,9% na comparação com o ano anterior.

As quedas se concentraram, sobretudo, no segmento internacional, mais afetado por medidas restritivas para a chegada de viajantes. A demanda de passageiros internacionais caiu 75,6% na comparação ano a ano. Já os voos domésticos tiveram redução de demanda de 48,8% na mesma base de comparação. Embora menor, foi a maior queda da história.

Menos da metade de passageiros

Como dito acima, em todo o sistema as companhias aéreas transportaram 1,8 bilhão de passageiros em serviços regulares, uma redução de 60,2% em relação a 2019. A taxa de ocupação de passageiros em todo o sistema caiu para 65,1% em 2020, em comparação com 82,5% no ano anterior.

O declínio nos passageiros aéreos transportados em 2020 foi o maior registrado desde que RPKs globais começaram a ser rastreados por volta de 1950. A receita total de passageiros da indústria da aviação foi de US$ 189 bilhões, montante 69% menor que o valor de 2019. Já as perdas líquidas somaram  US$ 126,4 bilhões no total. O número de rotas entre aeroportos chegou a cair 60% em abril de 2020, ápice da crise, quando comparado com o mesmo período de 2019.

Nunca a aviação mundial registrou um período tão difícil. Apesar disso, o diretor-geral da IATA, Willie Walsh, disse que o setor mostrou forte resiliência.  “2020 foi um ano que todos nós gostaríamos de esquecer. Mas, a análise das estatísticas de desempenho para o ano, revela uma incrível história de perseverança”, destaca o executivo.

Entretanto, Walsh ressalta que as decisões de governos que inibiram viagens causaram prejuízos econômicos muito graves.  “No auge da crise, em abril de 2020, 66% da frota de transporte aéreo comercial do mundo ficou paralisada porque os governos fecharam fronteiras ou impuseram quarentenas estritas. Um milhão de empregos desapareceram. E as perdas da indústria no ano totalizaram US $ 126 bilhões. Muitos governos reconheceram as contribuições críticas da aviação e forneceram linhas de crédito e outras formas de apoio. Mas foram as ações rápidas das companhias aéreas que ajudaram a segurar os impactos”, disse Walsh.

Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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