IATA diz que média de acidentes aéreos cresceu com redução do tráfego

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A Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA, em inglês) anunciou a publicação da edição 2020 do seu Relatório de Segurança com dados sobre a ocorrência de acidentes no ano passado. A forte redução do número de aeronaves em operação por causa da pandemia de COVID-19 refletiu na incidência de ocorrências graves na aviação, e o número de casos foi proporcionalmente superior ao período pré-pandemia.

O número de acidentes graves em todo o mundo diminuiu de 52 em 2019 para 38 em 2020, queda 26,9%. Já o total de acidentes fatais caiu de oito em 2019 para cinco em 2020, redução de 37,5%. Devido à crise vivida pelo transporte aéreo mundial, o total de operações de voo foi reduzido em 53% para 22 milhões em 2020. Ao todo, 132 pessoas morreram em acidentes de avião no ano passado. No ano anterior, esse número foi 240.

Os números mostram como é seguro viajar de avião.

Por milhão de voos

O índice geral de acidentes em 2020 foi de 1,71 ocorrência por milhão de voos. Isso é maior do que a taxa média de 5 anos (2016-2020), que é de 1,38 acidente por milhão de voos. A taxa de acidentes das companhias aéreas membros da IATA foi de 0,83 por milhão de voos, o que representa uma melhoria em relação à taxa média de 5 anos de 0,96.

O risco de morte permaneceu em 0,13, inalterado em comparação com a média de cinco anos. A IATA ressalta que, com essa taxa de fatalidade, uma pessoa teria que viajar de avião, em média, todos os dias durante 461 anos antes de sofrer um acidente com pelo menos uma morte. Em média, uma pessoa teria que viajar todos os dias durante 20.932 anos para sofrer um acidente 100% fatal.

O Diretor Geral e CEO da IATA, Alexandre de Juniac, destaca que voar permanece uma atividade segura, embora a indústria tenha dado um passo atrás no desempenho em 2020. “A redução drástica no número de voos ampliou o impacto de cada acidente quando calculamos as taxas percentuais. Mas os números não mentem e não permitiremos que isso se torne uma tendência”, disse o executivo. “Teremos um foco ainda maior na segurança durante este período de operações reduzidas e na medida em que os horários dos voos forem reconstruídos quando o mundo reabrir”, completa.

Pela primeira vez em mais de 15 anos, não houve acidentes com Perda de Controle em Voo (LOC-I), que foram responsáveis ​​pela maior parcela de fatalidades desde 2016. “A ausência de tais eventos em 2020 foi um desenvolvimento positivo. No entanto, com base nos relatórios iniciais da investigação sobre a trágica perda do Sriwijaya Air SJ 182 no início de 2021, devemos continuar a aprender e melhorar”, disse de Juniac.

Estima-se que 1.795 bilhões de passageiros voaram com segurança no passado.

Informações da IATA

Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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